ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS

Você já ouviu falar em propionato de cálcio, maltodextrina ou inosinato dissódico? Todos estes compostos estão presentes nos alimentos industrializados que consumimos!

Os alimentos industrializados consistem em alimentos processados, nos quais são inseridos aditivos químicos, com o intuito de realçar sua cor, sabor e odor e aumentar seu prazo de validade.

Além da praticidade que estes tipos de alimentos oferecem, basta abrir e comer, eles possuem um custo mais baixo comparados com alimentos orgânicos ou in natura. No entanto, uma das maiores preocupações dos consumidores refere-se à qualidade do produto e a possibilidade de intoxicação. Desta forma, é necessário que as indústrias sigam à risca as normas e regimentos estabelecidos pela Anvisa.

Segundo RonniePizzi a quantidade é um importante fator que deve ser levado em consideração em alimentos industrializados e aditivos químicos, pois qualquer coisa em excesso é prejudicial. “Há instituições, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que realizam estudos e pesquisas com os aditivos com a finalidade de acelerar o avanço da ciência de alimentos e avaliar quais são os níveis de sua utilização seguros à saúde”, aponta o engenheiro. (Revista Planeta, 2008).

Existem várias categorias de aditivos químicos, como: corantes, espessantes, conservantes, aromatizantes, antioxidantes, estabilizantes, entre outros.  Por exemplo: o propionato de cálcio é utilizado como conservante, a maltodextrina serve como espessante em molhos, sobremesas e adoçantes, e o inosinato dissódico está presente nos alimentos para intensificar o sabor.

Deve-se ter controle na hora de consumir estes alimentos, uma vez que o efeito pode ser acumulativo e nocivo à saúde. Porém nem todos os aditivos são vilões para a saúde, por exemplo o cloreto de sódio, o famoso sal de cozinha, quando não utilizado em excesso, é um ótimo ingrediente para salgar e conservar os alimentos.

Também temos os aditivos nutricionais, nos quais as vitaminas são adicionadas com o objetivo de aumentar o valor nutricional dos alimentos. Temos como exemplo o iodo que é adicionado ao sal de cozinha, a vitamina D que é adicionada aos cereais e farinhas, a vitamina C que é adicionada às bebidas e derivados do leite e óleos, minerais e fibras que são inclusos nos alimentos em geral. (Carcaioli, 2010)

É importante que o consumidor confira o rótulo das embalagens dos produtos industrializados e analise a quantidade de cada composto presente, pois é assim que garantimos um produto de qualidade.

Referências Bibliográficas:

Carcaioli, G. Alimentos Industrializados. Disponível em: <http://gpquae.iqm.unicamp.br/textos/T1.pdf>. Acesso em 12/04/2017.

Dr. Rondo. Disponível em: <http://www.drrondo.com/maltodextrina-doenca-de-crohn/>. Acesso em 12/04/2017.

Filho, J. C. Alimentos Industrializados. Disponível em: <http://www.revistaplaneta.com.br/alimentos-industrializados/>. Acesso em 12/04/2017.

Transparência Alimentar. Disponível em: <https://transparenciaalimentar.wordpress.com/lista-de-aditivos/realcadores-de-sabor/>. Acesso em 12/04/2017.

Imagem 1: Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/quimica/aditivos-quimicos>. Acesso em 12/04/2017.

Camila Gabrieli Reckziegel

Trainee do setor acadêmico da empresa BetaEQ e estudante da Unioeste.

 

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