ALIMENTOS TRANSGÊNICOS

Até que ponto o crescimento do setor de agronegócios utilizando as técnicas biotecnológicas oferecem vantagens para quem consome seus alimentos? 

 

O setor de agronegócio é uma atividade importante para a economia brasileira, e que tem relevância participação no PIB. Para tal avaliação são consideradas todas as etapas de produção, que incluem os insumos, a produção nas fazendas e as indústrias de alimentos. Segundo a CNA, o crescimento deste PIB em 2015, passou de 21,5% para 23%; a expectativa para o ano de 2016, foi de um crescimento entre 2,5% a 3%, e a estimativa de expansão em 2017 é de 2% (Portal Brasil, 2016).

O agronegócio utiliza-se do desenvolvimento de tecnologias e biotecnologias, para gerar derivados da agricultura e pecuária, com alta produtividade. Um setor integrante do agronegócio é a agroindústria (fusão da agropecuária e indústria) que incorpora diferentes ramos da indústria entre os quais estão: as embalagens, insumos agrícolas, máquinas, implementos e irrigação. Alguns dos principais produtos dessas atividades são o processamento de café, soja, laranja, cana-de-açúcar e produtos de origem animal (FREITAS, 2017).

O desenvolvimento de técnicas de engenharia genética permitiu com que a biotecnologia tivesse aplicação nas atividades de agronegócio, como ao ser utilizada para a produção de alimentos transgênicos. Mas, o que são transgênicos? Transgênicos são organismos geneticamente modificados, originados a partir da alteração de seu material genético, de modo artificial mediante a inserção de um gene que pertence a outra espécie, para melhorar as características desses organismos (PROTESTE, 2015).

Os produtos transgênicos podem ser identificados pelos consumidores através de suas embalagens. Em 2003, foi publicado um decreto rotulagem (4680/2003), que obrigou as empresas do setor alimentício a informarcom um “T” preto, sobre um triângulo amarelo, todos os produtos que contenham mais de 1% de matéria-prima geneticamente modificada (GREENPEACE, 2017).

Alguns produtos transgênicos que tem sua produção autorizada e fiscalizada pelo Ministério de Agricultura após a aprovação pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança no Brasil, são a soja, milho, algodão e feijão, desenvolvidos por indústrias de um pequeno segmento de mercado, que detém conhecimento biotecnológico capaz de permitir o domínio da produção de semente, agrotóxicos e fármacos (PROTESTE, 2015).

Há um significativo impasse com relação a qualidade dos alimentos transgênicos. Há aqueles que percebem os transgênicos como um benefício à agricultura, uma vez que esses podem oferecer resistência a ameaças de ervas invasoras de difícil controle, que a agricultura convencional sofre. No entanto, acredita-se que se deve ter a disposição para o agronegócio, as duas tecnologias, tanto a convencional quanto a biotecnológica; e que a biotecnológica não se sustenta sem a convencional (SILVEIRA, 2017).

Ainda há aqueles que defendem que os transgênicos oferecem riscos a biodiversidade, como a perda ou alteração do material genético original das plantas e sementes e um crescimento na utilização de agrotóxicos. Esses organismos geneticamente modificados também torna os agricultores dependentes das poucas empresas que detém as técnicas de biotecnologia (GREENPEACE, 2017).

E, por fim, acredita-se que esses alimentos transgênicos ainda são capazes de causar danos à saúde. Segundo a Proteste (2015), as pesquisas já realizadas mostram que os transgênicos podem causar malefícios à saúde e, portanto, as pessoas que os consomem podem estar sujeitas a alergias, a resistência bacteriana, e ao aumento de resíduos tóxicos.

 Referências bibliográficas:

– FREITAS, Eduardo. Publicado em Geografia Humana do Brasil. Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/agronegocios.htm>. Acesso em: 10/04/2017.

– SILVEIRA, Glauber. Disponível em: <http://www.portaldoagronegocio.com.br/artigo/transgenico-vilao-ou-mocinho>. Acesso em: 10/04/2017.

– Greenpeace. Disponível em: <http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Transgenicos/>. Acesso em: 10/04/2017.

– Portal Brasil. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/12/agronegocio-deve-ter-crescimento-de-2-em-2017>. Acesso em: 10/04/2017.

– Proteste. Disponível em: <https://www.proteste.org.br/alimentacao/alimento-industrializado/noticia/transgenicos-tire-suas-duvidas-sobre-esses-alimentos>. Acesso em: 10/04/2017.

-Globo Rural. Disponível em: <http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2015/12/pib-do-agronegocio-ganha-espaco-na-economia-brasileira-em-2015-diz-cna.html>. Acesso em: 10/04/2017.

– IMAGEM: Reciclagem. Disponível em: <https://www.proteste.org.br/alimentacao/ alimento-industrializado/noticia/transgenicos-tire-suas-duvidas-sobre-esses-alimentos>. Acesso em: 09/04/2017.

Juliana Pereira Targueta

Assessora do acadêmico da BetaEQ e mestranda na UFRJ.

 

 

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