ENERGIA RENOVÁVEL

Desde o século XX usamos e abusamos de fontes não renováveis de energia… A esperança é que o século XXI seja o último a assistir essa queima indiscriminada de combustíveis fósseis, priorizando as tecnologias “limpas” (PORTO,2015).

As questões energéticas são extremamente importantes para a sustentabilidade das sociedades modernas, uma vez que a sobrevivência humana depende do fornecimento contínuo de energia. Esse cenário faz com que seja preciso realizar buscas por alternativas energéticas que sustentem a necessidade humana e que não prejudiquem o ambiente. Para empresas, além da questão ambiental, um excessivo gasto de energia (advinda de recursos não renováveis) é sinônimo de prejuízo. Eis então uma grande oportunidade para engenheiros químicos intervirem na melhoria da eficiência energética dos processos, ajudar a desenvolver tecnologias limpas e promover a utilização de energias alternativas nas indústrias. Com isso, ocorrerá uma redução de custos e será uma contribuição válida ao meio ambiente o que hoje em dia vem gerando maior competitividade para as empresas.

Atualmente, existem várias formas de energias renováveis. Uma delas é a energia solar que consiste no aproveitamento da radiação solar emitida sobre a Terra, sendo portanto, uma fonte de energia inesgotável e altamente potente. As principais maneiras de se aproveitar essa energia são: pela utilização fotovoltaica onde as placas convertem a radiação solar em energia elétrica, e outra maneira é a utilização térmica, onde ocorre o aquecimento da água e do ambiente. A energia eólica também vem ganhado espaço. As usinas eólicas utilizam-se de grandes cata-ventos instalados em áreas onde a movimentação das massas de ar é intensa e constante na maior parte do ano. Os ventos giram as hélices, que, por sua vez, movem as turbinas, acionando os geradores.A energia da biomassa também é uma ideia crescente e corresponde a matérias orgânicas não fósseis que são utilizados para queima e produção de energia. Outra forma interessante é a energia geotérmica que corresponde ao calor interno da Terra que vem sendo utilizado para produção de energia elétrica. Basicamente, as usinas geotérmicas injetam água no subsolo por meio de dutos especificamente elaborados para esse fim. Essa água evapora e é conduzida pelos mesmos tubos até as turbinas, que se movimentam e acionam o gerador de eletricidade. Para o reaproveitamento da água, o vapor é novamente transportado para áreas em que retorna à sua forma líquida, reiniciando o processo. Por fim, mas não menos importante, tem-se a energia de ondas ou das marés, onde a eletricidade e produzida a partir da força das ondas.

Além das diversas formas de obtenção de energia renovável já existente, cada vez mais vem surgindo uma maior procura por outras formas de energia não poluentes. Essas razões são as mais motivacionais: a ideia de uma possível escassez de recursos fósseis, a tentativa de reduzir as emissões de gases nocivos para a atmosfera e que causam o efeito estufa, e além disso almeja se alcançar uma certa independência em relação petróleo. Uma maneira que vem sendo bem estudada é a captação de forma mais econômica e eficiente de energia solar que viabiliza a obtenção de hidrogênio por eletrólise para fins industriais e como fonte alternativa de energia limpa. O hidrogênio já está sendo recuperado nas refinarias de petróleo (que é um ótimo lugar para um engenheiro químico atuar). Como combustível, o hidrogênio deve tornar a dependência do petróleo menos significativa. Esse assunto vem sendo priorizado e foi inclusive um dos tópicos da agenda 21 que abordou sobre o hidrogênio produzido a partir da água e energia solar que poderá ser usado como um combustível de ampla aplicação.

 

Referências Bibliográficas:

PORTO.L. A evolução da engenharia química- Perspectivas e novos desafios. Departamento de química-Universidade Federal de Santa Catarina.2015. Disponível em <http://www.hottopos.com/regeq10/luismar.htm>

PORTAL LABORATÓRIOS VIRTUAIS. Ambiente e energia.2017.Disponível em:<http://labvirtual.eq.uc.pt/siteJoomla/index.php?option=com_content&task=view&id=114&Itemid=2#inicio> .

 

Carla Cristina Araújo Parreira
Assessora do Setor Acadêmico da BetaEQ e estudante do Centro Universitário UNA.

 

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