junho 13, 2015

Engenharia Química

Definição de “Engenharia Química” segundo a BetaEQ:

“Ser engenheiro químico é lidar com processos, projetos, gestão da qualidade, controle e otimização. Ser engenheiro químico é gerir pessoas, gerir uma sala de aula ou até mesmo uma refinaria. Ser engenheiro químico é contribuir para o crescimento do planeta. É empreender sem jamais esquecer da sustentabilidade. É inovar, pesquisar e buscar novas tecnologias. É construir reatores ou até a sua própria empresa. Ser engenheiro químico é acreditar no futuro em meio a crise e vencê-la. É ser o que você mais desejar. Seja você.” (Kaique Santos Teixeira, criador da BetaEQ)

Sabendo do papel da BetaEQ no cenário nacional de Engenharia Química, preparamos uma série de vídeos que elucidam absolutamente tudo sobre essa área apaixonante. É inédita, é gratuita, é exclusiva! Excelência é ser BetaEQ!

Série Chemical Engenharia, desvendando a Engenharia Universal. Produzida por Vivian Garbellotto, Representante BetaEQ EEL/USP. Conheça o canal da BetaEQ no Youtube. Clique AQUI.

“O Engenheiro Químico é o Engenheiro que elabora projetos, instala, opera indústrias e desenvolve novos processos de transformação físico-químicas. Em outras palavras, é o profissional que participa de todas as etapas, desde a concepção e projeto de novas indústrias, até a operação, controle e otimização do processo produtivo.

Se a Engenharia Química pudesse ser definida em apenas uma palavra esta certamente seria “transformação”. A Engenharia Química é o ramo da Engenharia responsável pela transformação na composição, estado físico ou conteúdo energético de matérias primas em uma série de produtos úteis ao ser humano.” (DEQUI UFRGS)

O Instituto Americano de Engenheiros Químicos (AIChE) define a Engenharia Química como a “área/profissão que se dedica à concepção, desenvolvimento, dimensionamento, melhoramento e aplicação dos Processos e dos seus Produtos. Neste âmbito inclui-se a análise econômica, dimensionamento, construção, operação, controle e gestão das Unidades Industriais que concretizam esses Processos, assim como a investigação e formação nesses domínios”.

A imagem do engenheiro químico está erroneamente ligada à poluição, por ser responsável por projetar e auxiliar na operação de indústrias químicas, que são potencias geradoras de poluição.

“Além desta atribuição, o Engenheiro Químico possui outra dentro das mesmas empresas que é o de limpeza. O Engenheiro Químico é um dos poucos profissionais capazes de diminuir o impacto ambiental de muitas indústrias, não só tratando os resíduos nas indústrias, mas também projetando processos e otimizando a operação a fim de minimizar a geração de efluentes e o consumo de componentes importantes ao ser humano, como a água.

O futuro das indústrias passa obrigatoriamente pelo desenvolvimento das chamadas tecnologias limpas. Dentro deste escopo, uma série de ações onde o Engenheiro Químico tem papel importante tem sido desenvolvidas a fim de reduzir o impacto das indústrias sobre o meio ambiente. Alguns exemplos podem ser citados como o plástico verde, biocombustíveis, entre muitas ações.

A perspectiva futura para o Engenheiro Químico é bastante promissora, não se limitando a ações para minimizar o impacto humano sobre a natureza. Muitas áreas de atuação atual, tais como petróleo, papel e celulose, entre outros, manterão seu destaque nas próximas gerações. Por outro lado, uma série de oportunidades se configura como desafios futuros para nossa profissão:

  • Nanotecnologia: está associada à produção de compostos em escala atômica (ou nano), onde estruturas e novos materiais são projetados a partir dos átomos. Atualmente, uma vasta gama de produtos de estrutura nano tem sido estudados, dentre os quais se destacam medicamentos, novos materiais, cosméticos, entre outros.
  • Bioprocessos: processamento de biomateriais a partir de agentes como enzimas, bactérias e leveduras é o cerne dos bioprocessos. O desenvolvimento de tais processos exige conhecimentos não só de biologia, mas também de Engenharia Química a fim aproximá-los do meio industrial.
  • Engenharia metabólica: foca na produção de compostos via através da manipulação de caminhos de transdução de sinais, através da Engenharia Genética.
  • Engenharia verde: desenvolvimentos de produtos e processos onde o impacto sobre o meio ambiente é nulo ou muito pequeno. Além disso, as matérias primas são de fontes renováveis. Um exemplo é o plástico verde, que está sendo produzido a partir de etanol.
  • Engenharia criogênica: processos que envolvem temperaturas muito baixas. Há aplicações de Engenharia Criogênica em diversas áreas, tais como separação de compostos do ar, produção de hidrogênio, entre outros.
  • Engenharia de tecidos: este campo se preocupa com a modelagem do funcionamento de órgãos do corpo humano, como o pulmão e coração. Além disso, há o desenvolvimento de materiais poliméricos biocompatíveis, que podem ser utilizados no desenvolvimento de tecidos e órgãos.” (DEQUI UFRGS)