ENTREVISTA COM A ENGENHEIRA QUÍMICA E MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA FORENSE, SHIRLENE KELLY SANTOS CARMO

12745716_1157324907653601_1024346372329446603_nShirlene Kelly Santos Carmo é graduada em Engenharia Química (2008) e Mestrado (2010) em Engenharia Química pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Doutora em Engenharia Química pela UFCG (2015), desenvolvendo Projetos de pesquisa na área de Controle, Modelagem e simulação de processos. Professora efetiva na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) – RN. Membro da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses. Ministrante do Curso Química Forense a serviço da Investigação Criminal.
Em entrevista para a BetaEQ, Shirlene explicou a atribuição que é proporcionada pelo curso, o principal objetivo de um químico forense e o atual momento do mercado. Confira a entrevista:

 

 

1- Primeiramente gostaria que você falasse um pouco de você e como chegou até ser a ministrante do curso de química forense e serviço da investigação criminal.
Shirlene – “Meu interesse pela área começou em um congresso regional dos estudantes de engenharia química (COREEQ) em Maceió, e lá eles estavam ofertando esse curso de Química forense, percebi que a procura foi grande pela área, porém eu não tinha conhecimento do que se tratava de fato, não consegui a vaga no minicurso, logo, por curiosidade comecei a estudar, pesquisar, comprar livros e então tive aquela vontade de conhecer mais sobre a área, e foi aí que um colega meu, me indicou para ministrar na Primeira Semana de Engenharia Química da Universidade, onde hoje sou professora, então comecei a trabalhar nessa área, e a partir do primeiro curso fui começando a ser divulgada e sempre sou convidada para os congressos, e essas semanas de engenharia química.”

2- O que é a química forense e o que fazem os químicos forenses?
Shirlene – “Os químicos trabalham analisando vestígios encontrados em cenas de crime, utilizando métodos analíticos e tecnologias, tudo para tentar fazer uma relação e chegar até o acusado baseado naqueles vestígios encontrados.”

3- Como está atualmente o campo de trabalho?
Shirlene – “O campo de trabalho ainda se encontra com um déficit muito grande, porém em expansão, número de concurso e editais a serem lançados no Brasil estão crescendo em diversos estados, recentemente foi lançado no Distrito Federal o edital entorno de 50 vagas, em Pernambuco também vai ser lançado o edital, então a oportunidade nesse campo é bastante crescente.”

4- O campo de trabalho, no Brasil, ainda é restrito, você acha que há uma grande diferença em relação ao avanço, do nordeste para o sul?
Shirlene – “Infelizmente aqui no Brasil ainda tem muitos institutos que não tem uma boa infraestrutura e equipamentos avançados, no Sul e Sudeste são onde apresentam os institutos mais equipados para fazer essas análises.”

5- Qual seu recado para os estudantes que se interessam na química forense?
Shirlene – “Meu recado para os estudantes é que o curso de química forense é bastante interessante e tem uma oportunidade muito grande pra quem se interessa pela área e tem uma afinidade com essa área de química e segurança. Muitas vezes os alunos acabam o curso de graduação e não se identificam com nenhuma das áreas, então é uma oportunidade a mais de trabalho principalmente no Brasil, onde estamos passando por esse momento.”

 

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Para mais informações sobre o curso acesse: https://www.facebook.com/minicursoquimicaforense

 

Assessor de conteúdo: Filipe Anderson D’Abreu Dias (UNIFACS)