PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA – PEQ/COPPE UFRJ

Um dos reflexos da excelência acadêmica de um curso de pós-graduação reside na avaliação externa de seu desempenho. O PEQ/COPPE consolidou, ao longo de seus primeiros 50 anos de existência, uma tradição de ensino e pesquisa, bem como padrões de atuação em várias áreas da Engenharia Química, que se tornou referência no país, distinguindo seus mais de 1.000 mestres e doutores já graduados, atuantes em setores industriais, universitários, de governo e em instituições de pesquisa, serviços e de fomento.

Entre os órgãos de avaliação oficiais externos, destaca-se a CAPES que no âmbito do Ministério da Educação e Cultura acompanha a pós-graduação brasileira desde 1976. Desde então, a CAPES tem atribuído a nota máxima ao PEQ. Atualmente, esta nota corresponde ao nível 7, conceito esse que foi reconfirmado na última avaliação trienal.

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Esse reconhecimento, que se soma ao prestígio internacional que o PEQ angariou, representa um desafio permanente para que ele primeiro mantenha, e depois busque superar, o nível de suas atividades e de sua produção cientifica, visando também ampliar as inovações desejáveis para o setor industrial.

ÁREAS DE PESQUISA

CINÉTICA E CATÁLISE

A área de Catálise e Cinética do Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ desenvolve pesquisas fundamentais e aplicadas em catálise, visando à formação de pessoal altamente qualificado. Em 1991, o Núcleo de Catálise (NUCAT) foi criado com o apoio da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) para se tornar um centro de excelência em catálise, prestando serviços relevantes à indústria química nacional e de apoio a grupos universitários e centros de pesquisa nacionais.

ENGENHARIA DE POLÍMEROS

A área de Engenharia de Polímeros engloba o desenvolvimento de materiais poliméricos, de aplicações desses materiais e de processos de polimerização. Polímeros são materiais muito versáteis, que podem ser usados em uma ampla gama de aplicações. Por exemplo, polímeros podem ser usados para produzir micropartículas para aplicações biomédicas, membranas para processos de separação e purificação de correntes de processo, filmes para a embalagem de alimentos, elementos condutores para a fabricação de sensores, dentre muitas outras aplicações. A versatilidade desses materiais está intimamente relacionada ao fato de que muitos reagentes (monômeros) podem ser usados como matérias-primas para a produção de produtos poliméricos. Além disso, as propriedades do produto final podem ser manipuladas durante as etapas de reação e processamento, de maneira que um único monômero pode gerar uma enorme quantidade de materiais diferentes. Finalmente, polímeros podem ser produzidos através de diferentes processos de transformação (massa, solução, suspensão, emulsão, fase gasosa, estado sólido, lama, bio-reações) em condições de operação muito distintas. Como consequência, o estudo de materiais poliméricos e dos processos de polimerização requer o desenvolvimento de ferramentas de engenharia bastante diversificadas, o que torna a pesquisa na área de Engenharia de Polímeros muito ativa.

MODELAGEM, SIMULAÇÃO E CONTROLE DE PROCESSOS

A gênese deste grupo remonta ao início da década dos 70, quando, em resposta a uma demanda incipiente proveniente do meio industrial nacional, o Prof. Carlos Augusto Perlingeiro iniciou a formação do Grupo de Projeto e Controle de Processos dentro do Programa de Engenharia Química. Esse grupo foi se estruturando ao longo dos anos, enfrentando um cenário bastante difícil em termos da montagem de uma infra-estrutura apropriada, devido às restrições que o governo impunha à aquisição de equipamentos importados, notadamente computadores. Rapidamente se definiram três linhas de pesquisa, associadas principalmente com as caraterísticas profissionais dos membros do Grupo: Projeto de Equipamentos, Modelagem e Métodos Numéricos e Controle de Processos. Naquela época, além do Prof. Perlingeiro, o grupo estava formado pelos Profs. Evaristo C. Biscaia Jr. e Enrique L. Lima.

Na década de 90 houve uma mudança significativa no grupo com a saída do Prof. Perlingeiro e a incorporação do Prof. José Carlos Pinto. Através dessa mudança foram modificadas parcialmente as linhas de pesquisa, acrescentando o estudo da Engenharia de Reatores de Polimerização como principal usuário das técnicas de modelagem, simulação e controle pesquisadas e desenvolvidas. Em função disso, durante a década de 90 foi estruturado um laboratório dedicado ao estudo de sistemas de polimerização, que hoje podemos dizer que está bem instrumentado e que se encontra dentro de padrões internacionais.

Mais recentemente, o grupo passou também a contar com a colaboração do Prof. Príamo Melo, recentemente contratado pelo PEQ. Com isso, o grupo pretende fortalecer as atividades de pesquisa de cunho experimental e expandir os trabalhos do laboratório.

FENÔMENOS INTERFACIAIS

O Grupo de Fenômenos Interfaciais (GRIFIT) do Programa de Engenharia Química da COPPE é um grupo interdisciplinar que tem como objetivo estudar fenômenos presentes em diferentes interfaces usando uma abordagem transdiciplinar que procura estabelecer uma linguagem única no reconhecimento e análise de fenômenos presentes em interfaces gás-sólido, líquido-sólido, líquido- líquido e sólido-sólido.

Registramos nossa competência na realização de estudos teóricos e experimentais em diferentes fenômenos interfaciais presentes em processos de adsorção em sistemas inorgânicos, orgânicos e biológicos, nos em processos fotocatalítcos e no estudo de diferentes sistemas coloidais. Registra-se nossa colaboração particular com as áreas de Catálise (NUCAT), de Processos de Separação com Membranas (PAM), de Termodinâmica e de Bioprocessos (LaBio).

PROCESSOS BIOTECNOLÓGICOS E TECNOLOGIA AMBIENTAL

A partir de 1986, através de um trabalho conjunto com o Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da UFRJ, iniciou-se uma nova linha de atuação versando sobre produção e utilização de enzimas de interesse industrial. Em 2003, foi inaugurado o Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares, que tem como objetivo desenvolver processos de produção e purificação de vacinas e biofármacos, baseados no cultivo de células animais.

O Grupo de Tecnologia Ambiental desenvolve pesquisas acadêmicas sobre técnicas de tratamento de efluentes, enfocando os seus aspectos fundamentais e as suas aplicações. Dentre as técnicas correntemente investigadas estão os processos biológicos, com ênfase atual nos bio-reatores com membranas, nos processos oxidativos avançados (POA) e nos processos físico-químicos auxiliares, tais como, flotação, coagulação e floculação, micro e ultrafiltração, entre outros. As atividades do grupo concentram-se no LabPol (Laboratório de Controle da Poluição das Águas), que completou 30 anos de atuação em 2004. Nesse período muitas dissertações de mestrado e teses de doutorado foram concluídas. O LabPol tem tradição de estabelecer parcerias com outros grupos da UFRJ e de outras instituições. Ademais, desenvolve trabalho de extensão, através de projetos de desenvolvimento e estudos tecnológicos com diversas empresas.

PROCESSOS DE SEPARAÇÃO COM MEMBRANAS E POLÍMEROS

O Laboratório de Processos com Membranas (PAM) iniciou suas atividades em 1968 pesquisando a separação de hidrocarbonetos, tornado-se o primeiro laboratório com atividades experimentais no PEQ e na COPPE. Através de diversos projetos de pesquisa conveniados ou contratados por empresas, foi possível a consolidação de infraestrutura laboratorial que capacita o PAM atuar em modernos processos que envolvem a tecnologia de membranas. A cooperação com grupos de pesquisa nacionais e internacionais tem sido constante e amplia o estudo das aplicações dos processos com membranas (Indústrias Alimentícia, Petroquímica e  Fármacos; Meio Ambiente e Efluentes).

TERMODINÂMICA APLICADA

Em 1967, a defesa da tese “Equilíbrio Líquido-Vapor da Mistura Etanol-Benzeno-Clorofórmio” por Enrique Becerra marcou o início da área de pesquisa em Termodinâmica no PEQ. Traçaram-se, rapidamente, os contornos da área de pesquisa em Termodinâmica Aplicada, cujas atividades tiveram significativo impulso na década de 70, quando foi criado o Laboratório de Propriedades Termodinâmicas. Após um período de estagnação, a pesquisa da área foi retomada com a criação do Laboratório de Termodinâmica Aplicada, rebatizado depois de Laboratório de Processos de Separação, o qual funciona atualmente com a parceria da Petrobras.

TERMOFLUIDODINÂMICA

A área de Termofluidodinâmica visa o desenvolvimento teórico e experimental do estudo do comportamento dinâmico dos fluidos e dos fenômenos associados de transferência de calor e massa em equipamentos de separação, mistura ou reação. Outros tópicos de interesse, pela sua interface com processos multifásicos, são métodos numéricos, radiação térmica e combustão. As linhas de pesquisa da área englobam estudos avançados que visam à elaboração de teses de mestrado e doutorado, possibilitando também o desenvolvimento de projetos científicos-tecnológicos inovadores.

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