UMA ALTERNATIVA ÀS FIBRAS: A NANOCELULOSE

As pesquisas em relação a nanocelulose vem crescendo cada dia mais, seja para aprimorar os processos de produção ou alterar a matéria prima. Venha conhecer um pouco mais sobre este novo material.

Muito se ouve falar de nanotecnologia, mas o que realmente é isto e o que tem a ver com a Engenharia Química? Nada mais é do que o estudo e desenvolvimento de materiais, cujas unidade fundamentais estão na ordem de 1 a 100 nanômetros. E os engenheiros químicos possuem um papel fundamental na produção destes novos compostos, seja otimizando os processos já existentes ou projetando novos. Dentre os materiais já existentes, temos os nanocatalisadores, membranas, fibras e a nanotecnologia associada aos cosméticos, medicina e a área de polímeros. 1

No ramo das fibras temos um novo composto que vem conquistando espaço, a nanocelulose, que pode ter formato de nanocristais ou nanofibrilas. O primeiro tipo é caracterizado por possuir carga elétrica na superfície e propriedades ópticas e eletrônicas, já o segundo é recomendado para utilização em embalagens plásticas. Uma das vantagens da nanocelulose em relação as fibras comuns é a sua origem, que pode ser tanto de madeira de reflorestamento, quanto de sobras de madeira, bagaço de cana, cascas de coco e de arroz e também de resíduos da produção de óleo de soja. Desta forma, pelo ponto de vista ambiental e até econômico a produção de nanocelulose é interessante, pois permite o reaproveitamento da matéria prima. 2

Outro benefício da nanocelulose é que ela possui maior adesão a matrizes poliméricas, o que facilita produção de compósitos e também possui resistência térmica e mecânica maior do que as fibras comuns de celulose. Em relação a utilização, a nanocelulose é um material com diversas aplicações, como no reforço de plásticos e cimentos, na indústria de petróleo, têxtil, farmacêutica (na forma de placebos), na medicina, na área de cosméticos, tintas e revestimentos e é claro no ramo de papel, para a produção de embalagens e nanofilmes.

Figura 2 – Aplicações da nanocelulose. Fonte: Revista Pesquisa, 2017.

Apesar de todas as vantagens e aplicações, a nanocelulose ainda possui um custo elevado comparado com as fibras comuns e para reverter este cenário é preciso desenvolver novos meios de produção, cada vez mais baratos e eficientes. Neste sentido, as pesquisas nesse setor estão em ascensão, pois assim que o custo não for um empecilho para a produção, este material terá cada vez mais mercado.

Referências Bibliográficas:

1 Revista Brasileira de Engenharia Química. Vol. 32 – no 3 / 2017. Disponível em: http://abeq.org.br/sms/files/rebeq2017_MARCO_publicada2.pdf

2 PEREIRA, F. Alternativas a uma fibra vegetal. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/03/17/alternativas-de-uma-fibra-vegetal/>

INOVA. Produção de fibras de nanocelulose. Disponível em: < http://www.inova.unicamp.br/sici/visoes/ajax/ax_pdf_divulgacao.php?token=yWk1BWUW>

Imagem 1: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=10493

Imagem 2: http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/03/17/alternativas-de-uma-fibra-vegetal/

 

Camila Gabrieli Reckziegel

Assessora do Setor Acadêmico da BetaEQ e estudante da Unioeste.

 

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