O SEGREDO DOS CORTES DE ENERGIA

Engenheiro químico Dário Gómez

O engenheiro químico Dário Gómez trabalha na Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEA) e foi convidado pela Agência Internacional de Energia Atômica (ONU), a investigar o vínculo entre apagões maciços e temperaturas extremas.

Em sua pesquisa ele analisou o período de 1971 a 2013, iniciando da premissa de que os sistemas elétricos baseados em fontes de energia fóssil – que liberam dióxido de carbono no meio ambiente – contribuíram para a mudança climática. E que os efeitos das mudanças climáticas prejudicavam a infra-estrutura dos sistemas elétricos que fornecem o serviço às populações. Por outro lado, sabe-se de que a Argentina possui uma base hidroelétrica muito forte com barragens como El Chocón em Neuquén e Yacyretá no norte do país, na fronteira com o Paraguai. Neste quadro, estudamos os cortes maciços, que são os chamados apagões, definidos como aqueles que afetam 50 mil usuários ou mais.

Segundo o serviço meteorológico nacional, ondas de calor ocorrem quando as temperaturas mínimas ou máximas ultrapassam seus limites por três dias ou mais.

El Chocón. Fonte: Enel Argentina

O que acontece é que as ondas de calor produzem um aumento na demanda pela ignição simultânea e permanente de dispositivos elétricos, especialmente aparelhos de ar condicionado, no verão. Agora, em contraste com o que se poderia supor, no inverno – com as ondas frias – muita eletricidade também é consumida porque, à medida que os dias são mais curtos, ficamos por mais tempo em nossas casas aquecidas. De 1971 a 2013, o consumo de eletricidade cresceu constantemente.

 

Referência: https://www.pagina12.com.ar/91138-el-secreto-de-los-cortes-de-luz

 

 

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