NO DIA DAS MULHERES, UMA HOMENAGEM A ENGENHEIRA QUÍMICA AÏDA ESPINOLA

Aïda Espinola, nasceu no Rio de Janeiro, 18 de abril de 1920 e faleceu dia 29 de julho de 2015. Foi pesquisadora científica, Química, engenheira química e industrial brasileira, uma dos fundadoras, no Instituto de Química da UFRJ, de seu programa de Pós-Graduação em Química Inorgânica. Lecionou, na UFRJ as disciplinas de Mineralogia, Química Analítica, Análise Instrumental e Eletrônica para Instrumentação de Laboratório. Em âmbito acadêmico, orientou várias teses de mestrado e doutorado. Nos últimos anos, estava aposentada, mas continuava a prestar muitas consultorias. Suas contribuições foram também marcantes, no Programa de Engenharia Metalúrgica da COPPE e no Centro de Tecnologia Mineral, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Filha de um empresário do ramo de medicamentos e conhecida pela alcunha de bugrinha, devido ao gênio forte e à determinação, ela ainda cursou uma segunda faculdade, a de engenharia química. Depois, fez mestrado e doutorado nos Estados Unidos e três pós-doutorados na Argentina. A dedicação lhe rendeu boas conquistas. Considerada uma das pioneiras na química brasileira, Aïda foi uma das precursoras nos estudos das rochas dos reservatórios de petróleo no país, que mais tarde serviriam de base para as análises da promissora camada pré-sal. Profissionais de várias partes do mundo já recorreram aos ensinamentos dela em momentos de aperto.

Pesquisadora emérita do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e ex-professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da americana Universidade Estadual da Pensilvânia. Em Ouro Negro (Interciência), ela narra a história do petróleo no Brasil desde a exploração do primeiro poço, em Lobato, na Bahia, em 1939. A engenheira conta que o primeiro barril extraído foi examinado no laboratório chefiado por ela. Houve uma ocorrência pitoresca, lembra em entrevista a CLAUDIA. Na verdade, eram dois barris, mas o outro explodiu por ter sido estocado sob o sol. Os bombeiros demoraram a chegar e, para a destruição não ser completa, um funcionário meu se arriscou e conseguiu removê-lo. Apesar de sempre ter vivido rodeada por homens, Aïda garante que nunca sofreu discriminação e que recebia apoio do marido, um ex-colega de escola e de faculdade, morto em 1997. O laboratório da carioca também foi escolhido pela Nasa para analisar rochas recolhidas na Lua. E o ônibus verde, movido a hidrogênio, que circula no campus da UFRJ, surgiu em decorrência de um projeto dela. Mais um sinal de que a antenada Aïda, agora engajada na defesa das fontes renováveis de energia, não sossega.

Aïda Espinola, um exemplo de Engenheira Química, uma guerreira, sempre buscando os senhos, não deixando que ninguém a impedisse, por isso esta singela homenagem a uma Engenheira Química de renome, tendo participações ate na NASA, a BetaEQ deseja a todas as mulheres um feliz dia das mulheres.

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