GERADORES TERMOELÉTRICOS SÃO USADOS PARA AUMENTAR A EFICIÊNCIA DOS AUTOMÓVEIS

Geradores Termoelétricos (TEGs) usados ​​em espaçonaves podem ser adaptados usando nanotecnologia para aumentar a eficiência dos automóveis.

Pesquisadores da Universidade de Heriot-Watt, no Reino Unido, receberam mais de US $ 1,1 milhões, pelo Conselho de Pesquisa em Engenharia e Ciências Físicas (EPSRC), para manipular a nanoestrutura de ligas para aumentar a eficiência de conversão de energia de geradores potencialmente comerciais.

Os TEGs provaram ser muito confiáveis ​​à medida que a energia é produzida usando o efeito Seebeck. Os TEGs geralmente são feitos de metais raros e tóxicos. No entanto, a equipe espera criar geradores similares usando combinações de metais abundantes, como níquel, titânio e estanho.

O gerador termoelétrico funciona quando um dos lados do metal é aquecido, esse calor faz com que os elétrons se movam para o lado mais frio. Com esse movimento se cria uma corrente elétrica, a qual é coletada por eletrodos e convertida em eletricidade.

A condutividade térmica dos condutores elétricos pode ser reduzida através da introdução de uma nanoestrutura espontânea. Reduzir a condutividade térmica permite maiores diferenças de temperatura entre cada lado do reator, melhorando assim a geração de eletricidade.

Jan-Willem Bos, professor de ciências químicas da Heriot-Watt, disse: “Até agora, os geradores termoelétricos foram restritos a aplicações de nicho, como a alimentação das sondas espaciais Voyager”.

A equipe espera que os TEGs possam causar um impacto na tecnologia do automóvel, onde eles poderiam ser incorporados no sistema de escape para gerar eletricidade. Isso poderia levar a reduzir o tamanho do alternador e aumentar a eficiência de combustível.

Infelizmente ainda não há previsão de quanto o sistema irá encarecer o preço dos automóveis. Mas a questão principal das pesquisas é justamente viabilizar o equipamento para o consumidor final.

Em princípio, os TEGs podem ser usados ​​em várias indústrias, como as usinas de energia, a fabricação e as indústrias petroquímicas, onde é produzido um calor residual de 200 ºC a 600°C que corresponde ao melhor desempenho dos materiais sob investigação.

 

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