FITORREMEDIAÇÃO: USANDO PLANTAS PARA LIMPAR O MEIO AMBIENTE

Na busca de alternativas para despoluir áreas contaminadas por diversos compostos orgânicos, tem-se optado por soluções que englobam, a eficiência na descontaminação, simplicidade na execução, tempo demandado pelo processo e menor custo. Nesse contexto, cresce o interesse pela utilização da biorremediação, caracterizada como uma técnica que objetiva descontaminar solo e água por meio da utilização de organismos vivos, como microrganismos e plantas.

Dentro da biorremediação insere-se a fitorremediação, que, envolve o emprego de plantas, sua microbiota associada e de amenizantes, que seriam corretivos, fertilizantes, matéria orgânica entre outros, presentes no solo, além de práticas agronômicas que, se aplicadas em conjunto, removem, imobilizam ou tornam os contaminantes inofensivos ao ecossistema. A utilização da fitorremediação tem sido estudada e difundida principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

Quando comparada com técnicas tradicionais como bombeamento e tratamento, ou remoção física da camada contaminada, a fitorremediação tem sido considerada vantajosa, principalmente por sua eficiência na descontaminação e pelo baixo custo.

 

Vantagens

  • Menor custo em relação às técnicas tradicionalmente utilizadas envolvendo a remoção do solo para tratamento;
  • Os compostos orgânicos podem ser degradados a CO2 e H2O, removendo toda a fonte de contaminação;
  • As propriedades biológicas e físicas do solo são preservadas;
  • Plantas ajudam no controle do processo erosivo;
  • Incorporação de matéria orgânica ao solo, quando não há necessidade de retirada das plantas fitorremediadoras da área contaminada;
  • Podem ser implementadas com mínimo distúrbio ambiental, evitando escavações e tráfego pesado;
  • Utiliza energia solar para realizar os processos.

Desvantagens

  • Dificuldade na seleção de plantas para fitorremediação;
  • Tempo requerido para obtenção de uma despoluição satisfatória pode ser longo;
  • Clima e condições podem restringir o crescimento de plantas fitorremediadoras;
  • Elevados níveis do contaminante no solo podem impedir a introdução de plantas no sítio contaminado;
  • Na fitorremediação de orgânicos, as plantas podem metabolizar os compostos;
  • Potencial de contaminação da cadeia alimentar;
  • Possibilidade da planta fitorremediadora tornar-se planta daninha.

A Fitorremediação pode ser utilizada em solos contaminados com substâncias:

  • Orgânicas;
  • Inorgânicas;
  • Agrotóxico;
  • Metais pesados;
  • Explosivos;
  • Solventes clorados;
  • Subprodutos tóxicos da indústria;
  • Elementos contaminantes.

Exemplo real da fitorremediação, aconteceu em um laboratório do Centro de Pesquisas RIKEN, no Japão, descobriu que uma espécie de musgo, do tipo Funaria hygrometrica, que consegue absorver metais pesados da água, reduzindo o risco de contato com seres humanos ao nível caseiro. A equipe de cientistas japonesa publicou um artigo científico onde demonstrou como o musgo consegue absorver 74 por cento do chumbo encontrado na água em menos de 24 horas.

Também foi descoberto que o chumbo permanece agregado às paredes das células do musgo sem as envenenar, demonstrando as potencialidades do uso de plantas para limpar poluição. Este musgo junta-se a alguns fungos que foram observados como capazes de absorver ácido de baterias ou partículas de plástico.

O jardim filtrante é um sistema utilizado na França para despoluir o rio Sena. O jardim recebe água poluída do rio que passa por um sistema de três jardins, chegando ao ultimo apresentando água límpida e em condições de banho que é devolvida ao rio com uma concentração três vezes maior de oxigênio na água, que ajuda na restauração da vida aquática.

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