ENGENHEIROS QUÍMICOS BUSCAM MÉTODOS DE REDUÇÃO DE CO2 EM SINGAPURA

                                                                                               Ilha de Jurong, Singapura.

Em Singapura, existe uma ilha que é quase como um paraíso para os Engenheiros Químicos. Jurong, a ilha artificial construída nos anos 80 e 90 abriga cerca de 100 empresas globais de petróleo e petroquímica.

No entanto, todas essas fábricas juntas produzem uma enorme quantidade de carbono, mais da metade das emissões globais vem de indústrias como as baseadas na ilha. Com isso, a Ilha de Jurong se torna um laboratório ideal para buscar formas de reduzir as emissões e melhorar a sustentabilidade. Singapura vem realizando diversos esforços para reduzir a intensidade de emissão da ilha em 36% (em comparação com os níveis de 2005) até 2030.

Markus Kraft é quem vem liderando as pesquisas, diretor do Centro de Cambridge para Pesquisa Avançada e Educação em Singapura (CARES), além disso, ele conta com uma equipe de diversas universidades auxiliando no projeto que visa encontrar métodos de reduzir as emissões de carbono industriais e melhorar a sustentabilidade através de desenvolvimento de combustíveis mais limpos, a captura de carbono e melhoria da eficiência nos processos industriais.

O projeto principal dos pesquisadores é o J-Park Simulator, um mecanismo controlado por inteligência artificial, baseado em “Internet das Coisas”. O J-Park Simulator visa fornecer uma representação virtual de vários locais da ilha em tempo real. Ele poderá ter a capacidade de representar cada planta existente na ilha, e cada equipamento em cada uma dessas plantas a partir de um banco de dados que é constantemente atualizado..

O Simulador pode ser uma ferramenta poderosa para demonstrar os efeitos de certas políticas. Por exemplo, se uma única usina de energia fosse capaz de reduzir suas emissões de carbono em 10% através da otimização de seus processos, o J-Park Simulator poderia mostrar todos os efeitos dessa redução.

Outro projeto em sua primeira fase os pesquisadores investigaram tecnologias com potencial de reduzir mais de 0,8 milhões de toneladas de CO2 por ano em Singapura, misturando biodiesel com o diesel para o transporte ferroviário.  Na segunda fase eles planejam fazer algo semelhante para o tráfego marítimo. É estimado que tenha potencial de reduzir 0,5 milhões de toneladas de CO2 por ano em Singapura, as ideias estudadas em Singapura também poderão ter um impacto global.

Deixe aqui a sua opinião