NANOTECNOLOGIA APLICADA A COSMÉTICOS

A nanotecnologia fundamenta-se na habilidade de caracterizar, manipular e organizar materiais em escala nanométrica. Trata-se de um campo científico multidisciplinar que se aplica a praticamente todos os setores da pesquisa, da engenharia de materiais e processos e de mercado. O princípio dessa nova ciência é que os materiais nesta escala nanométrica podem apresentar propriedades químicas, físico-químicas e comportamentais diferentes daquelas apresentadas em escalas maiores.

A nanotecnologia aplicada à cosmética refere-se à utilização de pequenas partículas contendo princípios ativos que são capazes de penetrar nas camadas mais profundas da pele do rosto e do corpo, com ação antienvelhecimento e de fotoproteção, potencializando os efeitos do produto.

Atualmente existem técnicas distintas para produção e avaliação das nanopartículas, bem como uma grande variedade de polímeros e biopolímeros que são utilizados como matéria-prima para o seu desenvolvimento. Embora o mercado seja promissor, ainda é ampla a discussão acerca desta tecnologia uma vez que se encontra em estágio inicial do seu desenvolvimento.

Uma forma bastante interessante de aplicar a nanotecnologia em cosméticos é o uso de materiais nanoencapsulados. Produtos como óleos essenciais, princípios ativos ou compostos comumente usados na fabricação de cosméticos são processados de forma a se manterem estáveis como gotículas de tamanho menor ou igual a 100 nm (nanômetros). Materiais com tamanho acima de 100 nm já não se enquadram como produtos nanotecnológicos, e já são considerados micro materiais.

Além dos cosméticos tradicionais, uma nova linha de produtos vem sendo desenvolvida com base na nanotecnologia. A TNS Nanotecnologia, por exemplo, desenvolveu um aditivo antimicrobiano que combate as bactérias causadoras da ACNE (espinhas). Este aditivo é facilmente incorporado em tecidos e age pelo contato com a pele. Exemplos de aplicação deste aditivo são fronhas de travesseiros, almofadas, toalhas de rosto entre outros. Estes tecidos tratados com nanotecnologia podem ser chamados de “tecidos cosméticos”.

Pesquisas realizadas pela Faculdade de Engenharia Química da Unicamp demonstram que atualmente vêm sendo dada uma maior ênfase a dermocosméticos com ação diferenciada, como é o caso dos nanocosméticos, em que se espera, por exemplo, uma ação mais eficaz em rugas e preenchimentos, pela penetração mais profunda das partículas na pele, sem o risco de alcançar a corrente sanguínea. Isto porque, quando as moléculas dos princípios ativos dos cremes possuem tamanhos maiores elas ficam apenas na superfície da pele, protegendo-a da perda de água, tendo efeito puramente cosmético.

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