EMBALAGEM BIODEGRADÁVEL QUE MUDA DE COR DE ACORDO COM A VALIDADE DO PRODUTO

A pesquisadora e engenheira química Claúdia Luchese, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em parceria com a Universidade do País Basco, na Espanha, desenvolveu uma embalagem biodegradável feita de amido e de resíduos do processamento do suco de mirtilo, que além de ser biodegradável, é dotada de uma propriedade inteligente: a embalagem muda de cor quando o alimento se torna impróprio para consumo.

Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

A pesquisadora avaliou o desempenho de diferentes fontes de amido na formação de filmes plásticos, seus mecanismos de formação e características específicas. A mandioca e o milho se mostraram mais promissoras, e foram empregadas na pesquisa.  Também foi realizado o estudo da aplicação do mirtilo , fruta rica em antocianinas, uma classe de compostos capazes de mudar de coloração ao serem submetidos a diferentes valores de pH.

Claúdia diz que: “Essa capacidade que elas têm poderia conferir uma informação para o consumidor para que ele se dê conta de que aquele alimento não está mais propício a ser consumido, ou de que ainda está. Enfim, tem várias possibilidades. Então, como o alimento muda de pH conforme vai se deteriorando, principalmente produtos cárneos, o filme vai ficando com uma coloração azulada ou amarelada, amarronzada”.

O trabalho teve sua etapa final desenvolvida na Universidade do País Basco, onde a pesquisadora testou os métodos de produção, no qual foi descoberto que a embalagem ainda tem a capacidade de colaborar para manter a qualidade do alimento condicionado, e prolongar seu tempo de vida.

Fonte: 

https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2018/09/11/pesquisadora-da-ufrgs-cria-embalagem-biodegradavel-que-muda-de-cor-conforme-validade-do-produto.ghtml

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