PROJETO DE ALUNOS DA UNESC PROPÕE PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES A PARTIR DA PIRITA

Utilizar um rejeito da indústria carbonífera para conseguir enxofre e o utilizar na produção de fertilizantes agrícolas. Esta foi a ideia que um grupo de alunos do curso de Engenharia Química da Unesc apresentou como uma solução para uma mineradora do Sul do Estado agregar valor ao resíduo. O projeto foi fruto de um desafio feito em sala de aula aos acadêmicos que após estudos, ensaios e pesquisa, apresentaram para as Empresas Rio Deserto, que avaliam a possibilidade de utilização da ideia.

O projeto foi desenvolvido no primeiro semestre de 2018 com a orientação do professor Michael Peterson na disciplina de Projetos II aos alunos da décima fase de Engenharia Química. Após quatro meses de trabalho, os estudos foram concluídos e apresentados pelos acadêmicos. “Foi uma atividade que aliou teoria e prática e teve início com uma vontade dos alunos. Eles foram amadurecendo a ideia ao longo da disciplina e agregaram no desenvolvimento dele, conceitos debatidos em sala de aula”, comenta o professor.

“Obtenção de enxofre a partir da pirita” foi produzido dentro das normas e regulamentos ambientais e teve a coorientação dos professores Rosimeri Venâncio Redivo (Engenharia Química) e Edson Firmino (Administração). Conforme Peterson, ao longo do trabalho os alunos utilizaram conceitos aprendidos como processos de operações unitárias, balanço de massa e energia, além de gerenciamento das matérias primas, contabilidade de custos e viabilidade financeira do projeto.

O projeto foi desenvolvido por dez alunos, entre eles, Kelvin Goularte. Segundo ele, o professor sugeriu a empresa pelo investimento em pesquisa e desenvolvimento que tem apresentado e fez a “ponte” entre a Universidade e a Rio Deserto, por meio da professora e engenheira química Rosimeri. “Ela propôs o tema e desenvolvemos o projeto em três fases: proposta técnica, onde definimos a rota química do projeto e fizemos a análise de mercado; o dimensionamento dos equipamentos e a análise financeira”, conta o estudante de Engenharia Química.

A equipe solicitou orçamentos com empresas da região e buscou rotas técnicas alternativas na literatura; fez ensaios no Laboratório de Valorização de Resíduos do Iparque (Parque Científico e Tecnológico da Unesc) e consultou trabalhos publicados em artigos científicos para comprovar a rota técnica escolhida. “Na teoria, as vantagens do projeto são: dois anos para o payback, baixo custo fixo de funcionamento, baixo custo de matéria prima, sem contar as vantagens para o meio ambiente com o reaproveitamento do rejeito piritoso”, explica.

SOBRE A PIRITA

Pirita ou pirite, também pirite de ferro ou pirita de ferro é um dissulfeto de ferro, FeS₂. Tem os cristais isométricos que aparecem geralmente como cubos, mas também frequentemente como octaedros ou piritoedros. A pirita é frágil e venenosa quando aquecida (pois ela exala dióxido sulfúrico, um gás venenoso), requer cuidado no seu uso.

A pirita é encontrada com frequência em rochas geologicamente denominadas hidrotermais, formadas há milhões de anos, quando a água entrou em contato com pedras incandescentes. Ela desenvolve-se em abundância no mármore e na ardósia.

Além disso, a pirita forma-se tantos nas temperaturas altas como baixas, mas as massas maiores se formam provavelmente em temperatura alta.

Ocorre como segregação magmática direta e como um mineral da rocha ígnea, também em depósitos de filões e metamórficas de contato. Pode ser encontrada nas rochas sedimentares (principalmente argilosas carbonosas), sendo tanto de origem primária como secundária e também costuma ocupar certos, tipos de rochas anteriormente revestidas de fósseis.

No Brasil, encontra-se pirita em quantidades exploráveis em Ouro Preto, Rio Claro, nas jazidas de chumbo e zinco do vale da Ribeira, em Cerro Azul, a noroeste e ao norte de Minas e nas camadas de carvão do sul do País.

Para saber mais sobre o projeto, Clique aqui.

 

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