ENGENHEIROS QUÍMICOS DESCOBRIRAM UM NOVO MÉTODO PARA DETECTAR CÂNCER DE MAMA

Engenheiro Químico da Universidade de Michigan inspeciona células tumorais usadas no desenvolvimento de uma nova pílula diagnostica.

Os Engenheiros Químicos da Universidade de Michigan estão trabalhando em um novo método de detecção de câncer de mama que eles acreditam que possa complementar e até mesmo um dia substituir a mamografia.

Quem vem liderando a pesquisa é Greg Thurber, professor de Engenharia Química na Universidade de Michigan, a equipe de Thurber desenvolveu uma pílula que “marca” uma molécula comum em tumores e tecidos adjacentes. Uma vez ingerida a pílula, os pesquisadores podem usar luz infravermelha, assim revelando a presença de tumores e fornece informações sobre os tipos de moléculas presentes nesses tumores, o que pode ajudar os médicos a determinar a natureza do câncer.

Projetar a pílula foi um desafio e tanto, visto que era necessário achar o tipo de molécula que pode ser facilmente absorvido na forma de pílula pelo sistema digestivo. Para encontrar o agente certo, a equipe usou uma combinação de testes de laboratório e modelagem de computador. Eles acabaram tendo sorte quando descobriram que a empresa farmacêutica Merck tinha um medicamento contra o câncer que havia testado para segurança, mas que se revelara ineficaz em testes clínicos. A droga provou ser perfeita para os objetivos da equipe, pois era capaz de passar livremente pela corrente sanguínea e se ligar a moléculas tumorais. Eles adicionaram uma molécula que se acende sob luz infravermelha e testou a combinação resultante em camundongos com tumores de mama, fazendo os tumores brilharem após os camundongos ingerirem a pílula.

Depois de ingerida, a pílula libera moléculas fluorescentes (o corante é mostrado em vermelho) em qualquer tumor.

Thurber e sua equipe agora estão focados no desenvolvimento de agentes adicionais para adicionar à pílula atual que poderia identificar diferentes tipos de tumores ou diferentes aspectos dos tumores. Isso poderia dar aos médicos informações adicionais sobre os cânceres detectados. Thurber espera que eles possam chegar ao teste humano em cerca de cinco anos.

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