ENGENHEIROS QUÍMICOS DESENVOLVEM TECNOLOGIA PARA REDUÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DO ÓLEO DE PALMA NA MALÁSIA

O óleo de palma é um óleo usado em uma ampla variedade de produtos, incluindo alimentos, cosméticos e produtos domésticos. A larga produção de produtos utilizando óleo de palma vem gerando diversas criticas devido ao grande desmatamento e quantidade de resíduo gerado.

A Malásia é o segundo maior produtor mundial de óleo de palma e as plantações cobrem cerca de 12% do total da área terrestre. Para cada 100 toneladas de óleo de palma que é processado, são produzidas 22 toneladas de óleo de palma cru, tendo o resto como resíduo. Esses resíduos são compostos por grãos, cascas, galhos e efluentes. Esse efluente deve ser muito bem tratado antes de ser liberada nos corpos d’ água, com mais de 400 usinas na Malásia, lidar com essa quantidade de resíduo vem sendo um grande desafio. A Universidade de Nottingham aceitou esse desafio e propôs alguns projetos:

Um dos projetos foi à construção de um sistema de gestão de resíduo zero para resolver esse problema. O projeto é conhecido como Sistema Integrado de Recuperação e Regeneração de Resíduos (REGEN), o projeto visa converter resíduos sólidos de biomassa em materiais de construção e bioenergia.

“Será possível transformar os resíduos em fibras longas e secas para esteiras, paletes, briquete e biocombustíveis. Também podemos usar os resíduos da palma para fazer biofertilizantes que retenha os nutrientes da palmeira, reduzindo o uso de produtos químicos e criando um solo mais saudável. Isso, por sua vez melhora o rendimento de frutos de palma”. Disse Denny, o chefe do projeto da universidade de Nottingham.

Outro projeto da Universidade visa o tratamento do efluente gerado no processo, Mei Fong Chong do departamento de Engenharia Química da Universidade de Nottingham, desenvolveu um biorreator anaeróbico-aeróbico integrado, que converte o efluente líquido em água que pode ser reutilizada no processo de moagem ou purificada para água potável. O reator também cria um subproduto de metano que pode ser purificado para uso como biocombustível.

“Até agora, a maioria dos moinhos usa um sistema convencional para o tratamento do efluente, mas esse sistema é poluidor para o meio ambiente. O biogás que libera contribui para nossas emissões globais de CO2. Nossa nova tecnologia processa o efluente de forma eficiente e limpa e aproveita uma valiosa fonte de energia renovável no negócio” disse Chong.

“Nossa tecnologia vai mudar o atual método de tratamento dos resíduos da produção do óleo de palma.” Disse Chong.

 

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