MULHERES GANHADORAS DO PRÊMIO NOBEL EM QUÍMICA

O que é o Prêmio Nobel?

O Prêmio Nobel é um conjunto de seis premiações internacionais concedidas, anualmente, a instituições e pessoas que realizaram descobertas, pesquisas ou contribuições importantes para a humanidade no ano anterior ou no curso de suas atividades.

Os prêmios compunham o desejo do cientista sueco Alfred Nobel que os estabeleceu em 1895. Atualmente, os prêmios de Física e Química são concedidos pela Academia Real das Ciências da Suécia.

A instituição concede, também, o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel. Não é, exatamente, um prêmio Nobel mas, é conhecido como a premiação na área de Economia.

A Assembleia do Nobel do Instituto Karolinska concede o prêmio de Fisiologia/Medicina. Já a Academia Sueca é responsável pelo prêmio de Literatura. Por fim, o Prêmio Nobel da Paz fica a cargo do Comitê Norueguês do Nobel.

Ganhadoras do Prêmio Nobel em Química

2018 – Frances Arnold

2009 – Ada E. Yonath

1964 – Dorothy Crowfoot Hodgkin

1935 – Irène Joliot-Curie

1911 – Marie Curie

Frances Arnold

Prêmio Nobel de Química em 2018

Frances Hamilton Arnold nasceu em 25 de julho de 1956, em Pittsburgh. Em 1979, ela graduou-se em engenharia mecânica e aeroespacial pela Universidade de Princeton. Em 1985, já na Universidade de Berkeley, ganhou o diploma do curso de engenharia química. No ano seguinte, tornou-se professora em Caltech, e, em 2013, tornou-se a primeira diretora do Centro de Bioengenharia Donna and Benjamin M. Rosen, localizado na instituição. Afiliação na época do prêmio: Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), Pasadena, CA, EUA. Motivação do prêmio: “pela evolução direcionada das enzimas”.

Ada E. Yonath

Prêmio Nobel de Química em 2009

Ada Yonath nasceu em 22 de junho, 1939, em Jerusalém, Israel, cresceu numa família pobre que, no entanto, conseguiu proporcionar-lhe uma boa formação académica. Realizou os seus estudos em Química na Universidade Hebraica de Jerusalém (em 1962), onde obteve igualmente o grau de Mestre em Bioquímica (em 1964). Doutorou-se no Instituto Weizmann da Ciência (em 1968), especializando-se em cristalografia de raios-X. Fez investigação pós-doutoral na Carnegie Mellon University (1969) e no MIT (1970).

Foi pioneira de uma linha de investigação sobre os mecanismos da biossíntese de proteínas, através da cristalografia de ribossomas. O ribossoma é um organelo celular complexo que permite a tradução do código genético em proteínas. Com a introdução desta técnica de cristalografia, Ada Yonath conseguiu identificar o mecanismo de formação de ligações de peptídeos, assim como o envolvimento do ribossoma na regulação celular. Afiliação na época do prêmio foi no Instituto de Ciência Weizmann, em Rehovot, Israel. Motivação do Prêmio foi “pelos estudos da estrutura e função do ribossoma”, no campo da Bioquímica, Química estrutural.

Dorothy Crowfoot Hodgkin

Prêmio Nobel de Química em 1964

Nasceu em 12 de maio de 1910, no Cairo, Egito e naturalizada britânica, química egípcia, pioneira da cristalografia, mundialmente famosa por seus trabalhos sobre a estrutura das macromoléculas com o uso da difração do raio-X. Formada no Somerville College, University of Oxford, tornou-se especialista no uso de raios-X e radiação atômica do cobalto, no estudo das estruturas moleculares. Filha dos educadores John Winter Crowfoot e Grace Mary Crowfoot que moravam no Cairo, estudou cristalografia em Oxford e Somerville College (1928-1932).Tornou-se tutora em química (1934) no Somerville College e casou (1937) com Thomas Hodgkin, professor e escritor.

Ganhou o Prêmio Nobel de Química (1964) pela determinação da estrutura de compostos da vitamina B12, necessários ao combate de anemia perniciosa. Afiliação na época do prêmio na Universidade de Oxford, a Royal Society, Oxford, Reino Unido, motivada “pela determinação, através de técnicas de raios-X mostrar as estruturas de importantes substâncias bioquímicas” no campo Bioquímica, Química estrutural. Morreu em 29 de julho de 1994, Shipston-on-Stour, Reino Unido.

Irène Joliot-Curie

Prêmio Nobel de Química em 1935

Nasceu em 12 de setembro de 1897, Paris, França, filha de Pierre Curie e Marie Curie, conhecida por ter demonstrado a existência do nêutron e da radioatividade artificial, ambas descobertas realizadas no início da década de 30.

Devido a Primeira Guerra Mundial, deixou de lado os estudos e foi trabalhar como enfermeira radiológica ajudando sua mãe a salvar a vida de muitos feridos, onde acabou orientando o desenvolvimento de dispositivos para diagnóstico, equipamentos de Raios X em hospitais franceses e belgas. Fez parte das pesquisas com radioatividade na Universidade de Paris. Quando se casou com Frederic Joliot, passaram a realizar pesquisa em conjunto sobre ciências e preocupações humanistas.Realizou inúmeras pesquisas sobre radioatividade natural e artificial, bem como em física nuclear.

Em 1935, recebeu o prêmio Nobel de Química “em reconhecimento por sua síntese de novos elementos radioativos”, feita ao bombardear alumínio com partículas alfa.  Filiação no momento da premiação: Institut du Radium, em Paris, França. Prêmio motivação: “em reconhecimento a sua síntese de novos elementos radioativos”. Campo: Química Nuclear.

Morreu em 17 de marco de 1956, Paris, França de leucemia, causada pela radiação a qual ficou submetida durante tantos anos.

Apenas oito prêmios Nobel foram concedidos a mulheres em física ou química. Esta é também a primeira vez que elas são laureadas em química e física no mesmo ano.

Marie Curie

Prêmio Nobel de Química em 1911

A primeira mulher do mundo a ganhar um prêmio Nobel.

Maria Sklodowska nasceu em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia, Polônia. Filha do professor de física e matemática, Wladyslaw Sklodowski e da cantora, pianista e professora Bronsilawa Boguska, a caçula de cinco filhos desde cedo mostrou-se uma excelente aluna.

Marie terminou os estudos aos 15 anos e passou a trabalhar como professora particular antes de se mudar para Paris em 1891, aos 24 anos, para continuar seus estudos. Em 1894 ela conhece o professor Pierre Curie com o qual se casa no ano seguinte passando então a ser chamada de Madame Curie.

As pesquisas realizadas por Marie Curie com a ajuda de seu marido Pierre levaram a descoberta de dois novos elementos químicos: o polônio, que ganhou este nome em homenagem ao país natal de Marie, e o rádio. Em 1903 o casal ganhou o Prêmio Nobel de Física, por suas descobertas no campo ainda novo da radioatividade.

Após a morte de seu marido em 1906, Marie continua a estudar a radioatividade, principalmente suas aplicações terapêuticas e, em 1911, recebe outro prêmio Nobel, desta vez em química, por suas pesquisas com o rádio tornando-se a primeira pessoa, até então, a ganhar duas vezes o prêmio Nobel.

Marie Curie faleceu em Sancellemoz, na Suíça, no dia 4 de julho de 1934. Seus órgãos vitais estavam comprometidos devido a constante exposição ao rádio.

Fontes: Escola EducacaoMulher HDCiencia VivaMulheres na CienciaMuseu Dinamico Interdisciplinar, Info Escola

 

 

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