FRANCES ARNOLD, UMA DAS CEM MULHERES QUE SE DESTACARAM EM 2018

A BBC divulgou sua lista de cem mulheres que se destacaram em suas áreas de atividade em 2018. As mulheres escolhidas são originarias de mais de 60 países e têm idades que variam de 15 a 94 anos. Todas têm histórias inspiradoras que serão contadas pela rede britânica ao longo do tempo.

Dentre as 100 mulheres escolhidas no mundo, em 9º lugar está Frances Arnold, com 62 anos, é Professora de Engenharia Química, Bioengenharia e Bioquímica no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena.

Frances nasceu em 25 de julho de 1956, em Pittsburgh. Em 1979, ela graduou-se em Engenharia Mecânica e Aeroespacial pela Universidade de Princeton. Em 1985, já na Universidade de Berkeley, ganhou o diploma do curso de Engenharia Química. No ano seguinte, tornou-se professora em Caltech, e, em 2013, tornou-se a primeira diretora do Centro de Bioengenharia Donna and Benjamin M. Rosen, localizado na instituição.

Frances foi a vencedora do Prêmio Nobel de Química no ano de 2018, embolsando metade do prêmio, que vale cerca de US$ 1 milhão. Seu trabalho foi baseado em enzimas sendo utilizado em diversos laboratórios, na fabricação de vários produtos que vão desde remédios avançados a detergentes.

A vencedora do Nobel ganhou notoriedade ao desenvolver um método no qual um vírus que infecta bactérias podendo ser usado para desenvolver novas proteínas. Frances desenvolveu anticorpos que combatem doenças autoimunes, são aquelas em que o sistema imunológico afeta o próprio organismo, em alguns casos, o câncer metastático.

“Eu penso no que faço como cópia do processo de design da natureza”, disse a cientista, e que considera que os algoritmos com que lida são dotados de “uma tremenda beleza e complexidade do mundo biológico”.

Nos anos 1980, a americana tentou reconstruir as enzimas. No entanto, como elas são moléculas muito complexas, construídas a partir de diferentes aminoácidos que podem ter infinitas combinações, Frances teve dificuldades para remodelar os genes das enzimas, um procedimento que lhes daria novas propriedades.

Na década seguinte, resolveu mudar de caminho. Seu objetivo passou a ser a criação de enzimas modificadas por meio de sua lógica, e examinou o modo de agir da natureza.

Apenas oito prêmios Nobel foram concedidos a mulheres em física ou química. Esta é também a primeira vez que elas são laureadas em química e física no mesmo ano.

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