ENTENDA O PROCESSO DE ELETROFLOCULAÇÃO

A água é um recurso natural essencial à manutenção da vida no planeta. No entanto, desde a Revolução Industrial, o índice de contaminação deste recurso cresceu gradativamente devido a grande quantidade de resíduos industriais e domésticos lançados em águas superficiais e subterrâneas. Neste contexto, surgem as estações de tratamento de água e esgoto que objetivam retirar da água as substâncias prejudiciais à saúde.

Nas estações de tratamento de água convencionais, uma das técnicas utilizadas no processo de descontaminação da água é a floculação. Nesta etapa as impurezas dispersas na água são aglutinadas para que formem flocos maiores que facilitem a retirada das partículas indesejadas. Entretanto, para certos tipos de resíduos, este método torna-se ineficiente e pode ser substituído pela eletrofloculação.

Uma das aplicações mais usuais da eletrofloculação é no tratamento dos resíduos gerados pela industria têxtil, os quais, geram um efluente com uma coloração forte e com alta demanda química de oxigênio (DQO), acarretando em um efluente visualmente poluído e com potencial cancerígeno. A floculação convencional não permite a retirada de tais pigmentos utilizados para tingir os tecidos. Desta forma, torna-se necessária a utilização de métodos mais eficazes, como a eletrofloculação.

Como é feita a eletrofloculação:

Um par de peças metálicas, como por exemplo, pregos férricos, é usado na eletrofloculação, pois cada peça constitui um eletrodo. O eletrodo negativo é denominado ânodo e é responsável por fornecer os íons que reagem com a hidroxila da água, formando uma base pouco solúvel que absorve os pigmentos dispersos na solução. Flocos maiores são então formados e podem ser retirados do efluente.

A reação, no caso da utilização de peças feitas de ferro, é:

Fe + 2 H2O –> Fe(OH)2 + H2

O video abaixo explica como funciona o processo realizado pela UEMS (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul):

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