MULHERES NA ENGENHARIA E A QUEBRA DE BARREIRAS

O perfil dos cursos na área das engenharias é predominantemente masculino, mas felizmente com o passar dos anos as mulheres vêm conquistando cada vez mais seu espaço no mercado de trabalho, tanto em pequenos cargos, como em cargos de liderança, abandonando o estilo “dona de casa” e embarcando para o ramo das engenharias.

No entanto, vale ressaltar que mesmo crescendo o número de mulheres nas engenharias, os dados da RAIS/MTE apontam que em 2016 apenas 36% dos postos de trabalho eram ocupados por engenheiras. De acordo com informações do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), o número de mulheres registradas é de 202.136 em 2018, enquanto o número de homens é de 1.213.523.

Isso se deve porque as mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades no mercado de trabalho e na vida acadêmica, grande parte das engenheiras recebem salários mais baixos que homens na mesma função. Além disso, muitas sofrem assédios no âmbito acadêmico e profissional, têm baixa credibilidade em seus discursos e ações, mesmo quando em cargos de autoridade, e são julgadas previamente pelo seu vestuário.

Apesar desses obstáculos enfrentados, é notável que ao longo dos anos a situação têm melhorado, resultado de muita luta por reconhecimento, todos os dias surgem novas conquistas que enchem o mercado de trabalho de esperança. Têm se tornado cada vez mais comum ver mulheres trabalhando em cargos até então não ocupados por elas, porque a sociedade as subestimava. Elas hoje fazem a segurança da população, projetam e constroem ambientes, fazem a gestão de empresas, empreendem e se tornam cada vez mais reconhecidas. 

Segundo dados da pesquisa “Perfil Ocupacional dos Profissionais da Engenharia no Brasil” realizada pelo Dieese, de 2003 à 2013 a porcentagem de engenheiras empregadas no Brasil cresceu 4%. Além disso, no mesmo período, o salário médio das engenheiras subiu de 70,3% para 79%. Isto em relação ao que é pago aos homens da mesma profissão. Sendo assim, apesar de ainda não ter sido atingida real igualdade, percebe-se que as diferenças estão pouco a pouco diminuindo.

Na prática, o número de mulheres em cargos de nível superior ainda é menor em relação aos homens, mesmo elas sendo maioria. O salário delas ainda é menor também, mas a cada minuto que passa as mulheres quebram mais e mais barreiras e cada vez mais mulheres escolhem a Engenharia como profissão e conquistam aos poucos seu espaço no mercado de trabalho.

Autoria de: Paula Schneid Alves 

Estudante de Engenharia Química da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) – RS

Fonte: Mulher na Engenharia: Desafios e Conquistas; Desafios das Mulheres na Engenharia; Mulheres na Engenharia;