MULHERES, BRASILEIRAS E ENGENHEIRAS QUÍMICAS

Cada vez mais se fala a respeito das diferenças existentes no mercado de trabalho entre homens e mulheres.

De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), o número de mulheres registradas é de 202.136 em 2018, enquanto o número de homens é de 1.213.523.

Segundo o INEP 29,3% de mulheres concluem os cursos de engenharia.

Gráfico de concluintes do ensino superior

Embora esse número ainda seja pequeno, muitas mulheres, brasileiras e engenheiras químicas fizeram e tem feito bastante para essa profissão. Trouxemos alguns exemplos de inspiração e orgulho.

Aida Espinola

Engenheira Química que chefiou o laboratório que explorou o primeiro poço de petróleo no Brasil. Trabalhou, inicialmente, no Laboratório de Produção Mineral, como responsável pelas análises dos minérios brasileiros, que resultou em várias medalhas, como, por exemplo, a “Medalha Fritz Feigl” e a “Medalha João Christovão Cardoso” do Instituto de Química da UFRJ. E muitas outras honrarias, sendo, a principal, nos últimos anos, o título de Pesquisadora Emérita do CNPq, que recebeu em 17 de abril de 2006. O seu laboratório foi escolhido pela NASA, entre numerosos outros laboratórios, para análise das rochas recolhidas na Lua, em locais pré-determinados, antes do início do Projeto Apollo.

Claudia Sender

A TAM Linhas Aéreas anunciou em 2013 que Claudia Sender, vice-presidente da unidade de negócios doméstica Brasil iria assumir a presidência da companhia. A executiva estava na companhia desde 15 de dezembro de 2011. Antes da TAM, Claudia Sender havia sido vice-presidente de Marketing da Whirlpool (fabricante das marcas Brastemp e Consul), empresa na qual atuou por sete anos.

Engenheira química formada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), ela tem MBA pela Harvard Business School e desenvolveu boa parte de sua carreira no setor de bens de consumo, atuando em marketing e planejamento estratégico.

“Os expressivos resultados da Claudia em geração de valor e foco no consumidor nas empresas onde trabalhou e, principalmente, os resultados alcançados na condução dos negócios da TAM no mercado brasileiro e sua capacidade de formar e liderar equipes a credenciam para a tarefa de atender a milhões de clientes e contribuir para universalizar ainda mais as viagens aéreas neste que é o terceiro maior mercado doméstico do mundo”, disse Bologna, no comunicado.

Flávia Bittencourt

Flávia foi diretora geral no Brasil e Vice-Presidente Sênior na América Latina da Sephora. Com um emprego dos sonhos, ela foi o nome por trás da implementação de um modelo inédito de quiosques da companhia francesa, que faz parte de um dos maiores conglomerados de luxo do mundo: a Louis Vuitton Maison Hermès (LVMH).

Formada em Engenharia Química e Marketing e pós-graduada na área, Flávia iniciou sua carreira como analista de marketing no Banco Nacional em 1994 e cresceu nesse segmento no Unibanco e Oi/Telemar, até assumir em 2011 a direção de Marketing e Novos Negócios na LBR – Lácteos Brasil S.A.

Como diretora geral da marca francesa no Brasil, Flávia surpreendeu pelo seu perfil visionário e usou sua experiência de anos no comércio para inovar com foco no novo público brasileiro. Flávia observou que o modelo de quiosques era interessante para o Brasil pois incrementaria as vendas e atrairia um novo consumidor.

Com determinação e olhar afiado, essa mulher de sucesso assumiu, além da Sephora Brasil, as operações da marca no México. Flávia mostrou ao mundo coorporativo a importância de estudar o mercado local profundamente, propor novas ideias e superar os desafios, e o mercado a reconheceu como uma das maiores empreendedoras no varejo brasileiro. Sem dúvidas a trajetória de Flávia é uma grande inspiração para quem quer seguir carreira no setor de varejo.

A tendência mundial é de que as mulheres sejam cada vez mais reconhecidas e representadas nos diversos âmbitos sociais. Dessa forma, é extremamente necessário que a presença feminina na engenharia siga este caminho para que se possa alcançar a plena igualdade de gênero. O mercado de trabalho e, consequentemente, o país, só têm a ganhar com uma maior capacitação e valorização da mulher na engenharia. GO GIRLS!

Patricia Rodrigues Gonring

Estudante de Engenharia Química da Universidade Federal do Espírito Santo – Alegre – ES

Fonte:

G1 – Globo

G1 – Globo Economia

EMAS Jr.

Fisenge

Luiza Bomeny

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