IMPRESSÃO 3D COMO ALIADA DA MEDICINA

Em 1984, Chuck Hull, um engenheiro físico norte-americano do estado da Califórnia, utilizando a estereolitografia, tornou possível a primeira impressão 3D. Este tipo de impressão, também conhecida como prototipagem rápida, é capaz de produzir um modelo tridimensional por meio de sucessivas camadas de material a partir de um modelo digital, destacando-se como tecnologia de fabricação aditiva.

Representação de objeto 3D

A Fabricação Aditiva é definida como a tecnologia que permite desenvolver objetos a partir de modelos digitais em três dimensões. Além da impressão 3D, tem-se outras técnicas de fabricação aditiva como: a fusão a laser, a fundição a vácuo e a moldagem por injeção.

A fusão a laser utiliza energia laser concentrada para fundir pós metálicos em objetos 3D, presente na indústria médica (ortopedia), aeroespacial e nos setores de engenharia de alta tecnologia. Enquanto que, a fundição a vácuo é utilizada para produzir protótipos de alta qualidade em variedade de resinas de poliuretano (PU), visando minimizar o desenho de polímeros de engenharia. Já a moldagem por injeção é apropriada para a produção de pequenas séries, por meio de molde de resina e com peso máximo de 12 gramas.

Contudo, a impressão 3D destaca-se sobre as outras formas de fabricação aditiva, por apresentar metodologia mais rápida, mais poderosa e de aplicação mais simples. Diante destas habilidades, esta tecnologia conquistou espaço em áreas jamais imaginadas, como na medicina, devido ao elevado nível de praticidade e precisão.

Esta tecnologia tem possibilitado a evolução de procedimentos considerados simples, como de colocação de próteses, diante da capacidade de  proporcionar maior conforto aos pacientes e menor custo. Por exemplo, a impressão 3D permite que os médicos criem modelos adaptados as medidas de cada paciente, cada prótese é personalizada para a região e a pessoa em questão, evitando desconfortos e rejeição.

Porém, esta tecnologia não se limita a impressão de próteses. Segue algumas das principais aplicações da impressão 3D em procedimentos médicos:

  • Impressão de implantes dentários;
  • Personalização de medicamentos.;
  • Impressão de vasos sanguíneos e tecido cardíaco;
  • Impressão de células tronco embrionárias humanas: essas células tronco em 3D podem ser utilizadas para produzir tecidos para testes farmacológicos ou até mesmo desenvolver órgãos para transplante;
  • Impressão de tecido humano, com objetivo de realizar testes in vitro de cosméticos e ainda auxiliar no tratamento de lesões por queimaduras ou doenças de pele;
  • Impressão de cartilagens e de ossos para implantes ortopédicos;
  • Impressão de células, com intuito de estudar algumas doenças crônicas;
  • Impressão de biomodelos para preparação de procedimentos neurocirúrgicos: primeiramente, é feito um exame de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Com o resultado, faz-se a reconstrução e impressão em 3D. Dessa maneira, essa réplica do paciente em escala real permite que o médico cirurgião possa planejar e simular o procedimento cirúrgico

Com todas as aplicações citadas, em abril deste ano, a medicina comemora mais um avanço: a impressão de um coração artificial. O feito foi conseguido pelos pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

Representação do Coração 3D

Desta forma, pode-se observar tamanha importância e o quanto a medicina pode evoluir aliada à impressão 3D. Duas áreas que se desenvolvendo em conjunto tem muito a agregar a sociedade, melhorando procedimentos existentes, aperfeiçoando habilidades técnicas dos profissionais e proporcionando tratamentos mais eficientes.