PRODUÇÃO DE BIOETANOL A PARTIR DE RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS

Engana-se quem pensa que biocombustível é assunto estudado apenas nos últimos anos. Os biocombustíveis vêm sendo testados desde o início do século XX. Na época, óleo de amendoim era utilizado como biocombustível para executar os primeiros motores movidos a diesel. No entanto, com a baixa no preço do barril do petróleo e a descoberta de novos e abundantes depósitos desse combustível fóssil, a gasolina continuou sendo um dos principais combustíveis utilizados até os dias atuais.

A gasolina ainda é um dos principais combustíveis utilizados

Contudo, a crescente preocupação com o meio ambiente e as oscilações no preço do petróleo estão impulsionando o interesse mundial no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a produção de biocombustíveis líquidos renováveis semelhantes aos combustíveis fósseis existentes. Empresas de reconhecimento mundial, como a Raízen e Tereos, vêm investindo na tecnologia de produção de bioetanol de segunda geração há alguns anos.

Este biocombustível, além de ser produzido a partir de matéria-prima renovável e ser um destino para os resíduos agroindustriais, a sua queima possui teor de CO2 35% menor do que o etanol tradicional.

Bicombustíveis podem ser produzidos a partir de fontes renováveis.

As indústrias sucroalcooleiras geram co-produtos da cana-de-açúcar como a palha e o bagaço, que podem ser utilizados para a produção do etanol celulósico. A produção desse combustível alternativo traz benefícios para a indústria por aumentar a produção sem que exista a necessidade de se expandir a área cultivada.

Colheita  de cana-de-açúcar

Para o reaproveitamento do co-produto da cana-de-açúcar, é necessário que a palha e o bagaço passem por um pré-tratamento, a hidrólise enzimática. Nessa etapa do processo, ocorre a desestruturação das fibras de celulose e a quebra das moléculas em açúcares solúveis. Os açúcares solúveis são, então, convertidos a etanol, que é, em seguida, purificado por destilação.

O etanol produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar, além de ser mais sustentável e competitivo, possui as mesmas propriedades do etanol comum, podendo ser utilizado nos mais diversos segmentos da indústria química.

A Raízen tem grandes expectativas até o ano de 2024, onde espera produzir um bilhão de litros de etanol por ano. O bioetanol pode ser considerado como o combustível do futuro, pois é proveniente de fontes limpas e possui a vantagem de poder ser produzido na época e entressafra da cana, não sendo necessário que a produção pare.

Fonte: Bioetanol, Biofuels, Tecnologia em Energia Renovável – Bioetanol de segunda geração.

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