AGRICULTURA 4.0

A agricultura é uma atividade milenar, destacando-se na subsistência, quando fundamentou a formação da maioria das sociedades, até evoluir para atividade econômica. Desde então vem passando por modificações para que consiga atender as exigências dos novos tempos.

Com passar do tempo, muitas técnicas relacionadas a eficiência da produtividade foram incorporadas a agricultura, primeiro visando lucros e segundo buscando atender a demanda alimentar. Contudo, agricultura e tecnologia nunca haviam se complementado até o surgimento da Agricultura 4.0.

Desta forma, a Agricultura 4.0, similarmente a Indústria 4.0, consiste em um conjunto de tecnologias digitais de ponta integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos capazes de otimizar a produção agrícola, em todas as suas etapas. Esta estrutura-se em torno de 4 aspectos principais:

  • gestão baseada em dados;
  • produção a partir de novas ferramentas e técnicas;
  • sustentabilidade;
  • profissionalização.

Este conceito de Agricultura 4.0 é bastante recente e dinâmico, porém os resultados são muito satisfatórios. Segundo dados do primeiro trimestre de 2017 da CEMA – Comitê Europeu de Maquinário Agrícola – as fazendas apresentaram os seguintes resultados com a aplicação da tecnologia digital avançada:

  • 10% de aumento de produtividade por hectare;
  • 18% de redução no uso de defensivos agrícolas;
  • 20% de redução de custos com diesel.

O agronegócio destaca-se no Brasil com participação significativa em seu PIB, fato que facilitou a aceitação das práticas da Agricultura 4.0. O país dispõe de inúmeras startups especializadas no conceito e muitos novos produtos capazes de tornar as práticas de agricultura mais integradas e precisas. Como por exemplo:

  • O uso de máquinas inteligentes guiadas por GPS para plantio, tratamento de pragas e colheita de precisão;
  • Aplicativos que permitem o acompanhamento de todas as operações e reproduzem, virtualmente, exatamente o cenário da lavoura, possibilitando a obtenção de mapas instantâneos da propriedade, com informações como: a quantidade de sementes lançadas no solo ou o volume colhido.
  • Pulverizadores com miniestação meteorológica, para que o aplicador possa acompanhar as condições climáticas em tempo real;
  • Colhedoras de algodão que registra cada fardo por meio de sistemas de radiofrequências, para que ele possa ser rastreado nas demais etapas do processo;
  • Colhedoras de cana capazes de reduzirem o teor de impurezas vegetais na matéria-prima, elevando o volume enviado à usina, reduzindo custos com transporte e, ainda, impactando na emissão de carbono por tonelada colhida.

Portanto, a Agricultura 4.0 já é uma realidade e suas vantagens tem revolucionado o conceito de plantio. Se em tão pouco tempo, tantos benefícios puderam ser observados, imagine no futuro quando este potencial for melhor explorado em termos de processos de produção totalmente integrados, automação de processamento de dados, data mining, inteligência artificial e computação.

Referências

Data Coper

G1 Notícias

Grupo Cultivar

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