GRAFITE

Quando o assunto é lápis ou lapiseira, já ouvimos o termo grafite e grafita e, afinal, qual é o termo certo? Bom, ambos os termos estão corretos e são um mineral de cor negra com grandes aplicações, embora a mais conhecida seja no fabrico de lápis.

Grafita mineral

A grafita pode ser de forma natural ou sintética. A primeira,  é umas das formas alotrópicas do carbono encontradas na natureza e chega no mercado por três formas: flocos cristalinos (mais de 85% de carbono), amorfo (entre 60 a 85% de carbono) e em veio ou lump (mais de 90% de carbono) e são identificadas de acordo com suas propriedades – maleabilidade, condutividade térmica e elétrica, inércia química, entre outros. Já a segunda forma, é produzida industrialmente com o uso de altas temperaturas e pressão.

Fonte: Grafita

A grafita natural é uma forma pura de carbono, com ótimas propriedades físicas e químicas. A sua dureza está entre 1 e 2 na escala de Mohs, é flexível, com ponto de fusão elevado (aproximadamente 3930ºC) e altamente refratária. Devido a essas particularidades, suas aplicações podem ser, na indústria de refratários, em tijolos de alta temperatura e revestimentos utilizados na produção de metal, cerâmica, petroquímica e indústrias de cimento, baterias, escovas de carbono, catalisadores, coberturas, cadinhos, laminados, materiais de fricção, células a combustíveis, lubrificantes, lápis, plásticos, resinas e, principalmente, nos lápis.

O lápis é proveniente da Inglaterra, onde foi encontrada a primeira mina de grafite e, devido a semelhança na cor, acreditou-se ser chumbo. Ele surge pela primeira vez, em 1644, usado por um Oficial de Artilharia, na Alemanha e, em 1761, Kaspar Faber inicia a sua própria produção de lápis, o qual hoje conhecemos como Faber Castell. Em 1839 ocorreu um grande aperfeiçoamento na fabricação dos mesmos, pois a argila foi adicionada a grafita, que ao serem moídas, formavam uma pequena vara, possibilitando a obtenção de diferentes graus de dureza.

Fonte: Faber Castell

Originalmente, essas varas eram revestidas com couro ou papel. Mais tarde foram colocadas dentro de envoltórios de madeira ou metal. Tempos depois tiveram a ideia de recobri-las com madeira colada de tília, como um sanduíche; como pode ser visto no vídeo.

Madeira de tília

O lápis é um instrumento essencial na vida de todos, principalmente quando se está aprendendo a escrever. Além disso, torna-se necessário no divertimento de crianças e para anotações de recados, assim como, fundamental para aqueles que a usam como ferramenta de trabalho. É um produto de longa durabilidade e de fácil acesso, permitindo colorir todos os mundos e ideias.

REFERÊNCIAS

Grafita

Grafita

História do lápis

Como Fazemos Lápis?

GRAFITA NATURAL