PRODUÇÃO DE CANETAS E SUAS TINTAS

Todos os dias utilizamos materiais tão comuns presentes no cotidiano que muitas vezes não paramos para pensar como se dá o seu processo de fabricação, como por exemplo, as canetas. Embora os avanços na tecnologia sejam cada vez maiores, ainda há momentos em que a caneta se torna imprescindível, como assinar documento. Nos dias hodiernos, elas existem em inúmeros formatos e cores, assim como há variações nos preços.

As canetas esferográficas são fabricadas em modelos variados, de material de baixo valor, como resinas plásticas, podendo ser de corpo único, tipo monobloco, ou desmontável, podendo ser retrátil ou não, com grip de borracha ou não, com tinta gel ou com tinta à base de óleo, fazendo com que não sejam recarregáveis e só parcialmente recicláveis. (Inmetro)

Durante o século XIX, tentava-se desenvolver um tipo de caneta que guardasse tinta em seu interior – a qual ficou conhecida como caneta-tinteiro – e no ano de 1884, Lewis Edson Waterman conseguiu patentear essa invenção.

A caneta que conhecemos hoje, a esferográfica, foi inventada por um jornalista húngaro, László József Bíró, que com algumas modificações, colocou uma esfera metálica na ponta da caneta, para que assim, saísse a quantia certa de tinta, que se houvesse borrões e manchas (clique aqui para acompanhar no vídeo); e, para que a tinta não secasse e vazasse no tubo, criou uma tampa. Por não ter condições de produzir canetas em grandes quantidades, em 1944 ele decidiu patentear sua criação em dois países, Estados Unidos da América e França; no primeiro país as canetas não obtiveram repercussão devido ao seu elevado preço de fabricação, já no segundo país, as canetas foram lançadas anos mais tarde como Bic (abreviação do nome do dono da patente, Marcel Bich) e acabaram sendo um sucesso.

A caneta é constituída por peças de plástico e de metal. O tubo que contém a tinta é feito de propileno – tipo de plástico resistente a substâncias químicas, por isso consegue armazenar a tinta sem que a prejudique – e após moldar, ele passa para outra máquina, onde a tinta é colocada. As tampas são fabricadas com poliestireno, material flexível e de fácil coloração. A peça de metal utilizada é a esfera, localizada na extremidade da caneta.

As tinta das canetas esferográficas pretas são feitas a partir do negro de fumo, conhecida também como negro de carbono, ou seja, é a fuligem criada ao queimar determinadas substâncias químicas. As partículas desse material servem como pigmento e é preciso separá-las usando um polímero; e, para fazê-las fluir pela caneta, aplica-se um solvente, água ou óleo.

Negro de Carbono

As canetas sempre foram muito presentes na história e, com os avanços nas pesquisas e nas tecnologias, foi possível melhora-la, usando materiais de fácil obtenção e com custo de produção mais baixo, melhorando a escrita e facilitando o acesso. Além disso, hoje, é possível encontrar canetas com inúmeros formatos e tamanhos, agradando todas as faixas etárias.

REFERÊNCIAS

PROGRAMA DE ANÁLISE DE PRODUTOS: RELATÓRIO SOBRE ANÁLISE EM CANETAS ESFEROGRÁFICAS

Do que é feita a tinta de uma caneta esferográfica?

A Origem da Caneta

Como a caneta é fabricada?

Do que é feita a tinta de uma caneta esferográfica?