QUÍMICA FORENSE – TÉCNICAS ANALÍTICAS USADAS NA RESOLUÇÃO DE CRIMES

A química forense é a área responsável por desvendar o que aconteceu em um crime, como e qual o material utilizado em um homicídio, assim como, os possíveis desencadeamentos de um incêndio. Para tanto, o profissional precisa se deter de técnicas analíticas precisas e certeiras, pois os resultados são utilizados para embasamentos de decisões judiciais, como visto no texto sobre a Química Forense.

Para escolher qual técnica utilizar, é preciso identificar qual o tipo de crime ocorrido. Por exemplo, se houve um assassinato, precisa-se coletar provas do corpo da vítima, pois muitas vezes há o material genético do criminoso, principalmente abaixo das unhas, onde evidencia uma resistência da vítima para com o culpado. Outro caso, seria o envenenamento, onde coleta-se amostras de sangue ou de cabelo, dependendo de quantas horas atrás do momento da coleta aconteceu o crime. A este trabalho, denomina-se análises orgânicas.

Se na cena do crime tiver lama, marcas de calçados, objetos quebrados ou fora do lugar (podendo citar como exemplo, uma faca presente no quarto) ou, ainda, estiverem no chão, as análises realizadas são caracterizadas como inorgânicas.

Química orgânica

  • Infravermelho

Espectrofotometria acontece por radiação infravermelha, que ao vibrarem, as moléculas liberam uma dada energia, a qual será captada pelo equipamento. Após gerar espectro, é comparado com outros espectros padrão e ao fazer a leitura de ambos, terá a composição química e a quantidade de substâncias. Esse método consegue identificar compostos como explosivos, combustíveis e produtos tóxicos, obtendo os resultados em poucos segundos.

Fonte: slideshare

  • Espectrometria de Massas com Ionização por Eletrospray (ESI-MS)

É preciso ter uma substância que contenha o analito de interesse, o qual receberá uma fonte de tensão, podendo assim, detectar os metais mais complexos e estruturas moleculares.

  • Ionização e dessorção a laser assistida por matriz (MALDI)

Essa técnica é utilizada em espectrometria de massas e pode-se efetuar as análises de biomoléculas como o DNA, polímeros e macromoléculas, que tendem a ser frágeis e fragmentam-se quando não são ionizadas por métodos convencionais. A amostra de interesse é dissolvida em uma matriz (ácido orgânico) realizando a protonação das moléculas. Em seguida, o solvente é evaporado, ficando uma solução sólido-sólido que será submetida a laser de UV, conduzindo a volatilização, gerando um gás com moléculas ionizadas.

Química Inorgânica

  • Espectroscopia de Raman

É uma das técnicas mais eficientes, pois em poucos segundos resultará as informações químicas e estruturais de qualquer material, possibilitando sua identificação. A análise se baseia no laser monocromática que ao incidir no material de interesse será espalhada parcialmente, apresentando a mesma frequência do laser. O material que ficou com a frequência diferente é o de interesse.

  • Absorção atômica

É medido a quantidade de radiação absorvida após um elemento atravessar a nuvem atômica, podendo prever qual é o analito através da luz absorvida.

  • Espectrometria de massas com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS)

Íons gasosos gerados no plasma indutivo são colocados no espectrômetro de massas, os quais serão separados em função da razão massa/carga através do transporte sob ação de campos elétricos e magnéticos que modificam as suas trajetórias (SILVA, 2015).

O químico forense é de extrema importância nas resoluções de crimes, pois é através de seus conhecimentos que uma pessoa será sentenciada ou inocentada, por isso, é preciso ter muito cuidado nas coletas das provas e nas técnicas que serão utilizadas. Esse profissional precisa ter muitos conhecimentos, não só na química e nos equipamentos, mas no âmbito judicial e toxicológico também.

Referências

QUÍMICA FORENSE E TÉCNICAS UTILIZADAS EM RESOLUÇÕES DE CRIMES

A UTILIZAÇÃO DA QUÍMICA FORENSE NA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

Espectrometria de Massa com Fonte de Plasma (ICP-MS)