QUÍMICA FORENSE

Quem nunca assistiu uma série ou um filme onde precisava desvendar o culpado de determinado crime e ficou impressionado com as técnicas e métodos utilizados para isso? No Brasil, o perito criminal é o profissional responsável por colher todas as provas e levar ao químico forense, que fica no laboratório.

Fonte: QUÍMICA FORENSE

A química forense é uma área que engloba análises orgânicas – substâncias provenientes no corpo humano, como exemplo o sangue – e inorgânicas – substâncias oriundas da natureza e de objetos, como a lama e a pólvora -, toxicológicas e investigações sobre incêndios criminosos; e as conclusões servem para embasar decisões judiciais. Além de investigações criminais, esse profissional pode desenvolver análises químicas e físicas em outras situações, tais como: decisões de natureza judicial, detecção de adulterações em bebidas e combustíveis, perícia em medicamentos e em alimentos, investigação de casos de doping esportivo e, no quesito trabalhista, investigar se uma determinada atividade é perigosa ou insalubre.

Tanto o perito criminal quanto o químico forense precisam ter muito cuidado na hora de coletar e realizar as análises. Na cena do crime, o perito precisa estar usando os seus EPIs (como luvas e pinças) para não haver contaminação ou até mesmo adulterações. Já o químico, precisa ter um vasto conhecimento, principalmente sobre o tipo de análise a ser desenvolvida e quando é necessário buscar novas provas.

Perito criminal na cena do crime 
Fonte: Educa mais Brasil

O perito é responsável por investigar as cenas buscando por evidências que auxiliem na resolução das ocorrências criminais, para isso, ele tira fotos, recolhe impressões digitais, busca por vestígios de pólvora e outros materiais que possam contribuir com a investigação, pois essas serão as provas apresentadas nos tribunais. 

Dentre os principais métodos usado pelo químico forense, está a balística forense, a datiloscopia criminal, os exames de DNA e o Luminol na identificação de existência de sangue.

  1. Balística forense: pode-se identificar, através da pólvora, a arma utilizada, pela arma é possível saber o atirador, determinar a distância e a direção do tiro;
  2. Datiloscopia criminal: usado para identificar impressões digitais;
  3. Exames de DNA: são as análises orgânicas, ou seja, o que é proveniente do corpo humano, por exemplo se há sangue no local, cabelos, e até mesmo, fragmentos de pele presentes nas unhas da vítima;
  4. Luminol: é possível verificar vestígios de sangue no local do crime, mesmo quando o criminoso tentar escondê-lo. O Luminol possui grande eficiência que é possível visualizar manchas de sangue em superfícies que foram limpas até seis anos atrás.
Comparação do local do crime antes e após a utilização do Luminol

Cabe ao perito, que pode ser um engenheiro químico, a identificação e coleta dos vestígios presentes nos locais de crimes, e a do químico forense realizar as análises, sendo de fundamental importância suas atuações, visto que, a presença ou ausência de uma determinada prova física pode acusar ou inocentar o suspeito. As principais provas que podem ser encontradas são: manchas, impressões e marcas, armas, cabelos, documentos.

REFERÊNCIAS:

Química Forense

Química forense

A Utilização da Química Forense na Investigação Criminal