POLÍMERO BAQUELITE

A baquelite (polioxibenzimetilenglicolanhidrido) é uma resina sintética extremamente resistente. Trata-se de um polímero de condensação, formado pela polimerização entre o fenol (benzenol ou hidroxibenzeno) e o formol (formaldeído ou metanal), com a eliminação de moléculas de água, cuja reação de formação é representada pela figura abaixo.

Reação de Formação da Baquelite

A baquelite foi a primeira resina a ser inventada, por isso, a fabricação de objetos nesse material é antiga. Há registros da sua produção em 1907, por Leo Hendrik Baekeland, químico americano de origem belga.

Naquela época, a indústria elétrica se encontrava em crescente desenvolvimento e o principal material utilizado como isolante chamava-se goma-laca, produzido a partir de uma resina natural proveniente de um parasita denominado cochonilhas, encontrado em árvores na Ásia.

Com a acelerada industrialização da eletricidade, a busca por goma-laca intensificou-se. Atento a essa necessidade, Baekeland integrou o grupo daqueles que buscavam encontrar um substituto sintético à goma-laca.

Após realizar inúmeros testes interrompendo a polimerização de fenóis e formaldeído, com o objetivo de obter um produto semelhante à goma-laca, Baekeland notou que o fenol e o formaldeído juntos originavam uma substância dura e teve a ideia de criar uma resina que pudesse ser fundida e modelada.

Empregando o Bakelizer, uma espécie de autoclave, representado na figura abaixo, Baekeland obteve uma massa cor de âmbar altamente moldável, que foi apresentada formalmente à Sociedade Americana de Química em 1909 e ficou conhecida como o “material dos mil usos”.

Bakelizer usado por Baekeland e seus colaboradores para formar a baquelite

Na figura abaixo é apresentada a estrutura química da baquelite. A rede cruzada de ligações covalentes confere rigidez a este material. Desse modo, durante tratamentos térmicos, estas cadeias propendem a manter-se unidas resistindo às vibrações e rotações decorrentes do aumento de temperatura. Assim, somente um aquecimento excessivo é capaz de separar tais cadeias de modo a degradar o material.


Estrutura Química do Baquelite

Em meados de 1920 e 1930, a baquelite foi muito empregada na fabricação de telefones, discos musicais de 78 rpm, bolas de bilhar e câmeras fotográficas.

Além das já citadas, esse material possui outras aplicações como: em cabos de panelas e de ferramentas, em interruptores elétricos, manípulos, tomadas, plugues, peças industriais elétricas, tampas, em laminados (fórmica), em revestimentos, tais como tintas e vernizes; e em cola de madeira.

Contudo, a baquelite perdeu espaço em muitas dessas aplicações devido ao desenvolvimento de novos polímeros menos rígidos, mais resistentes e leves.

REFERÊNCIAS

A era do plástico

Baquelite

Análise das Propriedades Mecânicas de Materiais Poliméricos

Leo Hendrik Baekeland