BetaEQ TALKS – BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO

Boas práticas de fabricação é um conjunto de medidas tomadas pelas empresas durante todo o processo produtivo, que são de suma importância não só na indústria química mas também em todas as empresas, para empregar qualidade no produto que está se oferecendo garantir que todas as normas de segurança e legislação vigente estão sendo seguidas.

É uma área que por estar presente em todos os tipos de empresa os engenheiros químicos terão contato com ela durante a sua vida profissional, pensando nisso entrevistou-se a responsável técnica na área de saneantes domissanitários, que está iniciando as boas práticas de fabricação na empresa.

A Mariane C. Pesenti é Bacharela em Química pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Pato Branco e Mestranda do PPGTP – UTFPR/PB.

  • Quais suas principais funções dentro da empresa?

Implantar a BPF (Boas práticas de fabricação), controle de qualidade, desenvolvimento de produtos e compras para o laboratório.

  • Quais os maiores desafios da transição entre a graduação e a indústria?

Apesar de ter feito o estágio na mesma indústria que estou empregada, trabalhar é diferente. Os maiores desafios foram não ter experiência para determinadas situações e não ter uma noção de como uma indústria química funciona.

  • Quais as suas maiores dificuldades que você teve para iniciar a implementação das boas práticas de fabricação?

Resistência das pessoas a aceitar que as coisas devem ser feitas de uma forma diferente, não ter o conhecimento necessário de gestão de qualidade, legislação, e funcionamento em um todo.

  • Quais as disciplinas  que você mais utilizou/utiliza no seu trabalho?

Gestão de laboratório, físico-química 3, análise orgânica, química geral.

  • Quais os conteúdos/ assuntos você acha que se fossem abordadas em alguma matéria no tempo da graduação, auxiliaria hoje?

Elaborar POP (procedimento operacional padrão), alguma matéria sobre legislação, boas práticas de fabricação, apesar de cada indústria ter a sua, deveria ter algo sobre como implantar estes procedimentos de modo que ele seja efetivo e aceito pela ANVISA.

E também como formular um produto; o que é necessário pensar para formulá lo, ex: custo, demanda, facilidade na linha de produção, e se vai ser útil para o consumidor.

  • O tempo de iniciação científica contribuiu de alguma forma para seu trabalho na indústria hoje?

Não, porque foi feito na área de alimentos.

  • E como está sendo conciliar o mestrado com o trabalho?

Achei que ia ser difícil, mas não achei que ia ser tanto. É preciso ter muito foco, por que como sempre apenas estudei, é difícil chegar em casa em a noite e ainda pensar no mestrado, e precisa ter apoio do professor orientador e também da indústria. Como eu consegui unir as duas coisas, facilita um pouco pois ao mesmo tempo que estou no trabalho posso conversar com meu chefe sobre o projeto, bem como quando estou na universidade, de certa forma estou rendendo para a indústria, pois estou contribuindo com conhecimento.