A QUÍMICA E A ASTRONOMIA DAS ESTRELAS

Quem nunca ficou admirado em olhar o céu durante a noite e ver tanta luz, tantas estrelas e se questionou sobre como ocorre a formação delas? Até nos dias mais quentes e bonitos tem-se uma estrela no céu, o sol.

Fonte: Site Astronomia

Para entender como uma estrela surge, é preciso ter conhecimento prévio sobre outras definições e aspectos astronômicos. Começa pela formação da nebulosa, uma nuvem que tem origem através de gases e poeiras cósmicas e, ao se unirem, formam uma esfera e quanto mais compactada estiver, maior será a sua massa. Durante esse processo relativamente longo, podendo levar milhões de anos, os gases desenvolvem extrema importância, pois são eles os responsáveis por desenvolver o calor, o qual definirá se será ou não uma estrela. Ademais, é possível, através dessa propriedade de conseguir emitir a própria luz e o calor, diferenciar as estrelas dos demais planetas e astros.

Segundo a astronomia, a massa obtida pela compactação das nebulosas, poderá ter dois destinos: se ela for muito pequena, não haverá calor e energia o suficiente para se ter uma estrela, tendo como resultado uma anã negra, isto é, uma estrela sem brilho.

Anã negra
Fonte: Astronomy

O segundo destino está ligado com uma massa relativamente grande, sendo que é através da gravidade da mesma que se origina uma estrela, pois terá calor e energia o suficiente. Como resultado, poderá ter uma estrela laranja, amarela ou uma anã vermelha.

Fonte: Guia da carreira

É durante o seu desenvolvimento que as estrelas apresentam maior estabilidade, onde transforma hidrogênio em hélio, gerando calor e luz. Dentre as mais estáveis, é possível destacar as do tipo laranja e a amarela, sendo que a amarela é o sol. A vida de cada uma está interligada com o tamanho de sua massa, por exemplo, segundo a professora Thais Idiart

“As de massa bem maiores que a do Sol, cerca de dez vezes maiores, por exemplo, vão durar dezenas de milhões de anos, enquanto o tempo de vida do astro solar é de 10 bilhões de anos. Já estrelas com um décimo da massa solar têm uma expectativa de vida de várias dezenas de bilhões de anos. A idade atual do Sol é de 4,5 bilhões de anos, logo, ele tem ainda uns 5 bilhões de anos pela frente”.

Assim como o ser humano, as estrelas passam por um processo de formação, de desenvolvimento e por fim, morrem. Isso acontece porque “no núcleo delas, a energia é formada por fusão nuclear, ou seja, elementos mais leves vão se fundindo e formando os mais pesados com o passar do tempo” (IDIART, THAIS). O primeiro elemento a se esvair é o hidrogênio e quando isso ocorre, a estrela começa a envelhecer. Em seguida, a porcentagem de hélio começa a reduzir, acarretando na diminuição de temperatura, passando a ser denominadas de vermelhas, pois já não há a possibilidade de emitir luz e calor, ficando sem brilho.

Com a sua morte, elas acabam deixando poeiras no espaço, auxiliando na formação de outras.

Na metade do século 20, a Universidade de Harvard listou uma classificação para as estrelas (figura abaixo), as quais foram classificadas de acordo com a sua luminosidade, massa, cor e temperatura. Os cálculos foram obtidos através das características do sol, que por sua vez, foi utilizado a Terra para conseguir tais parâmetros.

Onde:
M = Massa do sol 
R = Raio do sol 
L = Luminosidade do sol 
Fonte: Guia de carreira

REFERÊNCIAS

Estrelas

Afinal de contas, o que são estrelas e como é que elas funcionam?

Astronomia: conheça os vários tipos de estrelas

Astronomia – Estrelas