A IMPORTÂNCIA DOS LUBRIFICANTES

Em nosso cotidiano utilizamos uma ampla quantidade e variedade de máquinas e equipamentos, e estes apresentam componentes com superfícies metálicas que se movem relativamente entre si, originando o atrito e o desgaste dessas superfícies.

O atrito compreende em perda de energia e na modificação das características mecânicas dos materiais em consequência ao aumento de temperatura. O desgaste limita a vida útil dos equipamentos, seja pela perda das características de desempenho ou pela diminuição da resistência mecânica.

Frente a esses problemas, empregam-se os lubrificantes que entre várias funções atuam no:

  • Controle do atrito ao converter o atrito sólido em atrito fluido, diminuindo a perda de energia;
  • Controle do desgaste ao diminuir o contato entre as superfícies;
  • Controle da temperatura ao absorver o calor gerado pelo contato das superfícies;
  • Controle da corrosão ao impedir a ação de ácidos sobre os metais;
  • Amortecimento, transmissão de força, remoção de contaminantes, vedação e impedindo da entrada de outros fluidos ou gases.

A falta de lubrificação gera vários tipos de problemas como o aumento do atrito e do desgaste, o aquecimento, a dilatação das peças, o desalinhamento dos ruídos, a grimpagem e a ruptura das peças.

Os lubrificantes são classificados de acordo com seu estado físico (líquidos, pastosos, sólidos e gasosos), sendo os lubrificantes líquidos os mais empregados. Ainda, podem ser subdivididos em óleos minerais puros, óleos graxos, óleos compostos, óleos aditivados e óleos sintéticos.

  • Os óleos minerais puros são oriundos da destilação e refinação do petróleo;
  • Os óleos graxos são de origem animal ou vegetal. Foram os primeiros lubrificantes a serem empregados, sendo posteriormente substituídos pelos óleos minerais. A utilização dos óleos graxos nas máquinas modernas é rara, devido a sua instabilidade química, principalmente em altas temperaturas, levando à formação de ácidos e vernizes;
  • Os óleos compostos possuem óleos minerais e graxos em sua composição, sendo os graxos em pequena percentagem, variando de acordo com a finalidade do óleo. Os óleos graxos concedem aos óleos minerais propriedades de emulsibilidade, oleosidade e extrema pressão. Os principais óleos graxos são de óleos animais (sebo bovino, mocotó, baleia, banha de porco, lanolina) e de óleos vegetais (mamona, colza, palma, oliva);

  • Os óleos sintéticos são oriundos da indústria petroquímica. São considerados os melhores lubrificantes, entretanto apresentam o custo mais alto. Por essa razão, só são empregados em locais onde os óleos convencionais não podem ser utilizados. Os polímeros e os diésteres são exemplos de óleos sintéticos;
  • Os óleos aditivados são óleos minerais puros, aos quais foram acrescentadas substâncias chamadas de aditivos. Estes componentes químicos vão conferir propriedades capazes de elevar as capacidades de resposta dos lubrificantes conforme os fins a que se destinam.

A fabricação de aditivos é uma área bem específica da Indústria Química e atua em estreita colaboração com a indústria petrolífera e com os construtores de equipamentos, de forma especial com a Indústria Automotiva.

Existem vários tipos de aditivos que apresentam a mesma aplicação. A decisão de qual deles utilizar depende da susceptibilidade do óleo básico para com o aditivo, a compatibilidade do básico para com o aditivo, e destes entre si.

Entre os numerosos tipos de aditivos, pode-se citar: detergente-dispersante, antioxidante, anticorrosivo, antiferrugem, extrema pressão, antidesgaste, abaixador do ponto de fluidez e aumentador do índice de viscosidade.

Os lubrificantes pastosos, chamados graxas, são utilizados em situações em que os lubrificantes líquidos não desempenham suas funções de forma satisfatória. As graxas são subdivididas em: graxas de sabão metálico, graxas sintéticas, graxas à base de argila, graxas betuminosas e graxas para processo.

Os lubrificantes sólidos são usados, usualmente, como aditivos de lubrificantes líquidos ou pastosos. A grafite, o molibdênio, o talco e a mica são os lubrificantes sólidos mais empregados.

Quando a aplicação dos lubrificantes convencionais é limitada, utiliza-se os lubrificantes gasosos representados pelo ar, o nitrogênio e os gases halogenados. Sua utilização é restrita em razão da vedação exigida e às elevadas pressões demandadas para mantê-los entre as superfícies.

REFERÊNCIAS

Lubrificação

Lubrificantes

Treinamento Básico de Lubrificação Industrial