DIATOMÁCEAS E O NOSSO OXIGÊNIO

Seria possível existir vida, assim como, estudamos o quão abundante ele é em nosso Planeta. No entanto, como pode existir tanto oxigênio assim se esse mesmo elemento não só sustenta as pessoas, mas os animais e as plantas também? Segundo a série documental da National Geographic “One Strange Rock”, esse oxigênio todo é oriundo de rios voadores, tempestades de areias, flocos de neves e, principalmente, de organismos vivos – poucos conhecidos, mas de extrema importância – denominados de diatomáceas.

Diatomáceas vistas do espaço

As Bacillariophyceae ou comumente conhecidas de diatomáceas, são organismos eucariontes unicelulares, podendo, algumas vezes, formar colônias. Vivem em ambientes úmidos e aquáticos – marinhos, em águas doces e terrestres úmidos – e podem estar suspensos a substratos: macrófitas (epifíticas), rochas (epilíticas), animais (epizóicas), grãos de areia (episâmicas), sedimento (epipélicas) e, devido a seu habitat, alguns ensinamentos e opiniões tornam-se antagônicos, pois o pulmão do mundo não é a floresta Amazônica e sim os oceanos, porque as algas, por serem maiores do que a maioria dos outros tipos de fitoplâncton (geralmente microscópicas de 2 a 200 mm, isto é, quatro vezes mais fino que um fio de cabelo, ou, dependendo da espécie, pode chegar até 2 mm)  conseguem produzir, aproximadamente, 55%  de oxigênio.

Ademais, elas representam o maior tipo de fitoplâncton, ou seja, são espécies clorofiladas e fotossintéticas que retiram dióxido de carbono (CO2) da atmosfera para o seu metabolismo e, no processo, liberam oxigênio. Sua principal característica está ligada com a parede celular, rica em sílica, a qual constitui a carapaça. Essa carapaça é denominada de frústula, composta por diferentes geometrias e por duas valvas.

As valvas exibem normalmente uma ornamentação exuberante e delicada, a qual confere grande beleza a estes organismos e os torna bastante procurados por biólogos, e não só, em todo o mundo. A maneira como a ornamentação se dispõe à superfície da valva fundamenta a divisão das diatomáceas em dois tipos: as cêntricas e as pinuladas ou penada.

A reprodução na maior parte das espécies de diatomáceas é primariamente assexual por fissão binária. Neste processo, uma célula divide-se em duas novas células idênticas e em que cada nova célula fica com uma das valvas originarias da célula-mãe. Estas valvas originais ficam a constituir a frústula maior, dentro da qual, uma frústula mais pequena, irá ser originada.

As diatomáceas são de extrema importância, elas conseguem retirar nutrientes de diferentes lugares, não apenas da floresta amazônica, mas como de geleiras, quando as mesmas se derretem. No entanto, uma pesquisa realizada pela NASA e publicado na Global Biogechemical Cycles, revela que esses fitoplânctons estão correndo grandes riscos. Entre 1998 e 2012, o percentual de diatomáceas reduziu mais de 1% ao ano, sendo que os oceanos Pacifico Norte, Equatorial e Índico obtiveram perdas maiores. A redução dessas algas diminui a quantidade de CO2 absorvida da atmosfera, interferindo no papel dos oceanos, que é auxiliar no controle do aquecimento global.

Com a evolução do Planeta Terra, o percentual de oxigênio foi reduzindo até chegar em um equilíbrio, onde é possível existir vida humana sem se preocupar com a possibilidade dos materiais e substâncias incendiarem, pois o excesso de oxigênio facilita a combustão. Devido a importância desse equilíbrio as florestas e correlações foram “criadas”, por isso, hoje e todos os outros dias, é preciso respeitar e cuidar todos os ecossistemas, em especial o pulmão do mundo, os oceanos.    

Referências

De onde vem o oxigênio que respiramos? 

One Strange Rock Série documental da National Geographic exibida pela Natflix, temporada 1, episódio 1 

A base da vida marinha está em declínio — e isto é grave 

Fitoplâncton

Filo Bacillariophyta ou Diatomáceas 

Diatomáceas – as algas douradas 

Diatomáceas