O PALITO DE FÓSFORO

Na Alemanha, um alquimista chamado Henning Brandt, descobriu acidentalmente, em 1669, o elemento químico conhecido como fósforo, quando tentava obter ouro a partir de urina. A descoberta chegou até o físico Robert Boyle, o qual criou uma folha de papel áspero com a presença de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre em uma das pontas. O calor causado pela fricção do palito com a superfície áspera fazia o fósforo liberar faíscas, incendiando o enxofre. Em 1826, os palitos de fósforo começaram a se popularizar, mas havia um grande problema, eles costumavam incendiar-se sozinhos dentro da embalagem. Esse problema só foi resolvido no ano de 1855 com o surgimento do “fósforo de segurança”. No Brasil, o produto só passou a ser fabricado no início do século XX.

Tal transtorno, causado por este artefato, foi solucionado quando Johan Edvard Lundstrom, analisou-o e descobriu que todos os componentes responsáveis por iniciar uma faísca a partir do atrito estavam sendo mantidos somente no palito e, para que se incendiasse, bastava um pequeno atrito, como por exemplo, raspar o material em uma calça. Através disso, resolveu dividir as substâncias de queima, deixando uma parcela retida na parte superior do palito e outra na caixa. Devido a esses componentes, o fogo pode queimar o palito por, aproximadamente, 10 segundos.

Motivos da queima

1 – Componentes do palito: a parte vermelha é o clorato de potássio, que libera bastante oxigênio para manter a chama acesa e, ao revestir a cabeça por uma camada de parafina, ela irá servir como alimentação para a chama;

2 – A caixinha possui areia e pó de vidro, os quais são responsáveis por gerar atrito, e fósforo para produzir calor;

3 – Em contato com o palito, a faísca queima o clorato de potássio, liberando bastante oxigênio, reagindo, por fim, com a parafina, alastrando-se para toda extensão do mesmo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Como surgiu o palito de fósforo? 

Como funciona o palito de fósforo