COMO O DINHEIRO É FEITO

Dentre os inúmeros objetos existentes em nosso cotidiano, destaca-se o dinheiro, desde a produção de um dado material até a sua compra, bem como para manter um ambiente limpo e cheiroso. Mas, mesmo conhecendo sua importância e o que a falta dele nos faz, muitas vezes deixamos de questionar e investigar a sua forma de fabricação.

Cédulas de diversos países.

Devido a tantas diferenças de moedas e cédulas, cada país possui a sua própria forma de produzir, bem como, um lugar específico para isso acontecer, o qual é denominado de casa da moeda. No Brasil, a CMB – Casa da Moeda do Brasil – está localizada no Rio de Janeiro e é capaz de cumprir todas as demandas brasileiras. Para além disso, também são responsáveis pela produção de produtos na área metalúrgica, como moedas e medalhas comemorativas, distintivos e comendas, utilizando metais nobres como ouro, prata e outras ligas.

A (CMB) foi fundada em 8 de março de 1694, no Brasil Colônia, pelos governantes portugueses para fabricar moedas com o ouro proveniente das minerações.

Neste complexo estão instaladas as fábricas de cédulas, de moedas e medalhas e de impressos (como indica a imagem abaixo). O processo de fabricação das moedas passa pelas etapas de cunhagem, contagem e embalagem. Já a área de impressos é responsável pela elaboração de documentos de segurança diversos como passaportes, selos fiscais, selos postais, diplomas, certificados e outros produtos gráficos de segurança.

Fonte: Como o dinheiro é fabricado

A produção do dinheiro exige um grande rigor, e, em cada etapa as cédulas são inspecionadas para garantir a sua qualidade e autenticação, minimizando a quantidade de falsificações. O papel das cédulas sã especiais e cada remessa que chega ao complexo industrial é avaliado de forma criteriosa, evitando, por sua vez, a formação de imperfeições durante o processo. Também é conferido a acidez do mesmo – só nessa etapa, são realizados mais de 30 testes físicos e químicos -, pois se não estiver dentro do padrão, terá complicações na hora da secagem da tinta.

Em todo o mundo só existem quatro empresas que fornecem a matéria-prima essencial para a fabricação do dinheiro, sendo uma localizada no Brasil. Cada folha é criada apenas por encomenda, de acordo com as especificações secretas de cada comprador. Depois de prontas, cada folha é numerada e contabilizada. O papel é composto de três camadas sobrepostas: as camadas externas, geralmente, são de pasta de madeira, e a do meio que é 100% algodão sendo ela a camada que recebe maior atenção na hora da segurança, pois ela impossibilita possíveis falsificações.

Quanto a coloração, são 17 tintas ao total. As dez primeiras são aplicadas na maior parte da nota, ou seja, no fundo, e é projetado por computador. As outras 6 tintas são especialmente para lugares nobres e aplicadas por meio da calcografia – processo de gravura feito numa matriz de metal, geralmente o cobre.

Já a última tinta é uma mistura de óxido de ferro e, por ser magnetizada, essa substância pode ser identificada por um aparelho chamado de “dólar-teste”. Como todo esse processo requer cuidados, as tintas também acabam passando por testes de qualidade antes de serem impressas, totalizando dezoito ensaios, cuja etapa tem por objetivo verificar sua resistência.

A fórmula dessas tintas é um dos segredos mais bem guardados do mundo. Também são especiais, espessas como pasta de dente, criam cores em três dimensões. Elas ficam mais altas ou mais baixas em diferentes partes das notas. Por isso é possível sentir a pintura com os dedos.

As moedas são feitas, basicamente de dois materiais: aço inoxidável e aço de baixo carbono. As que possuem cores um pouco mais avermelhadas, como as de R$0,05 e as de R$0,25, recebem um banho de cobre, deixando essa cor característica. As de R$0,50 são prateadas devido ao aço inoxidável, bem como as de R$1,00, diferenciando-se com seu anel, o qual é feito de aço revestido por bronze. Esse processo demora cerca de 12 horas, embora a principal etapa – cunhagem– aconteça em apenas 12 segundos.

A cunhagem é o processo em que o disco recebe as estampas em ambos os lados de forma simultânea, isso ocorre por meio da transferência a frio e por meio da pressão. O equipamento responsável por realizar esse passo são denominados de prensas e possui uma capacidade de 800 moedas por minuto.

Segundo o Banco Central – BC – as notas de R$50,00 e R$100,00 possuem uma validade de aproximadamente 37 meses, enquanto as de R$2,00, R$5,00, R$10,00 e R$20,00 tem durabilidade de 14 meses. O BC orienta que as pessoas em posse dessas notas depositem-nas nos bancos, viabilizando as trocas das mesmas, as quais serão recolhidas e destruídas. Lembrando que todo o dinheiro é considerado da União e por isso é considerado crime destruir ou rabiscar, a pena para quem comete algo assim é detenção de 6 meses a 3 anos e multa.

Referências

Casa da Moeda do Brasil

História da CMB

Como o dinheiro é fabricado