PALÁDIO

O paládio foi descoberto por volta de 1800, quando dois químicos, William Hyde Wollaston e Smithson Tennant, estavam realizando experimentos com o objetivo refinar a platina, onde durante a adição de água régia ao mineral bruto gerava um precipitado preto. Inicialmente, essa solução era desprezada, mas posteriormente notou-se que nesse precipitado existiam dois outros compostos químicos: o paládio e o ródio, então Wollaston em 1802, registrou em seu caderno a descoberta do paládio.

O paládio é um metal com alto valor de mercado e é bastante escasso na crosta terrestre. É um metal de transição, possui uma coloração branco-prateada, é pouco reativo e resistente a corrosão, mesmo em altas temperaturas, e também é bastante dúctil e maleável.

Esse metal pode ser encontrado em baixas concentrações nos minérios dos metais mais comuns, em especial o de níquel e o de cobre, e é obtido como subproduto durante a purificação desses metais. Contudo, também pode ser encontrado nos minérios de platina, porém esses também são escassos.

Mais de 50% de toda a produção dele é voltada para a utilização na produção de conversores catalíticos, os quais são utilizados em veículos automotores com a finalidade de reduzir a emissão de gases poluentes. O restante da produção desse metal vai para a fabricação de ligas de Pd/Au, conhecida como ouro branco, que vai para a manufatura de jóias, na indústria eletrônica, na odontologia, entre outras aplicações.

Dentro da indústria eletrônica, seu principal uso é na produção de componentes elétricos para diferentes tipos de eletrônicos, bem como é utilizado em revestimentos para conectores e na produção de circuitos híbridos integrados. Porém, devido ao seu alto custo muitas vezes ele é substituído pelo níquel.

Alguns complexos de paládio vem sendo estudados visando a obtenção de fármacos, devido a sua semelhança com a platina, pois sabe-se que alguns complexos de platina, possuem boa atividade antitumoral e promissores agentes anti-infecciosos, mas apesar das intensas pesquisas, estes não são ainda utilizados nas práticas médicas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A contribuição do Brasil para a descoberta de um novo elemento químico – o Paládio.

Paládio