CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

A estatística tem sido utilizada pelo homem desde os princípios da existência, mesmo sob formas um pouco rudimentares. Antigamente, era utilizada apenas em problemas que envolviam contagens, como em contagens de animais ou de indivíduos das tribos (ARCANJO, 2020).

O Controle Estatístico de Processo é uma ferramenta utilizada para monitorar qualquer tipo de processo produtivo, controlando a qualidade dos serviços ou produtos durante sua produção, possibilitando que o operador consiga minimizar a incidência de qualquer tipo de não conformidade no processo (ARCANJO, 2020). Essa prática tem como principal objetivo padronizar o processo, reduzindo erros de produção e dessa forma sustentando as melhorias, otimizar recursos e melhorar a qualidade do produto final (SCHULTZ, 2019).

O método CEP permite, através de dados estatísticos identificar potenciais falhas de um determinado processo, garantindo previsibilidade e eliminando riscos (SCHULTZ, 2019). No entanto variabilidade está sempre presente em qualquer processo produtivo, independente de quão bem ele seja projetado e operado. Para o gerenciamento do processo e redução da variabilidade, é importante investigar as causas no processo e o primeiro passo é distinguir entre causas comuns e causas especiais (ARCANJO, 2020).

As causas comuns, são variações aleatórias e inevitáveis que ocorrem dentro de certos limites, sem uma causa sistemática que possa ser prevista, identificada, corrigida ou eliminada. Já as causas de variações especiais, ocorrem quando o processo apresenta desvios sistemáticos ou variações fora dos seus limites, como consequência de motivos claramente identificáveis dentro do processo e que podem ser eliminadas (RODRIGUES, 2019).

Figura 1 – Representação gráfica de causas comuns e causas especiais, respectivamente. Fonte: RODRIGUES, 2019.

A importância em implantar o controle estatístico de processo é para que as empresas consigam previsibilidade, ou seja, para que tenham conhecimento e consigam se planejar sobre eventos futuros. Se a empresa não tem nenhum controle, cada dia é uma novidade e o processo poderá ser realizado de inúmeras maneiras, oferecendo resultados completamente diferentes. Sem controle, dificilmente se manterá algum patamar alcançado, e dessa forma o esforço nas fases anteriores seria em vão (SCHULTZ, 2019).

Figura 2 – Representação gráfica de processos de melhoria com e sem utilização do CEP. Fonte: RODRIGUES, 2019.

A implantação do CEP pode trazer inúmeras vantagens, dentre elas a rápida identificação de falhas e instabilidades no processo, redução nos custos de produção, melhora na qualidade, otimização de tempo e recursos – devido à redução de perdas e retrabalhos; maior estabilidade do processo, aumento da produtividade, maior confiabilidade por parte dos clientes, garante a padronização dos processos – independentemente da rotatividade da equipe (RODRIGUES, 2019).

REFERÊNCIAS

ARCANJO, M. R. A. Gestão Operacional e Otimização de Processos. Pós-Graduação em Processos Industriais Químicos e Farmacêuticos. Brasília. 2020.

SCHULTZ, F. Controle Estatístico de Processo: O que é o CEP e para que serve? Bom Controle. 2019. Acesso em: nov. 2020.

RODRIGUES, L. Aprenda Como Aplicar o Controle Estatístico de Processo para a Detecção de Problemas. Voitto. 2019. Acesso em: nov. 2020.