CANETA ESFEROGRÁFICA

Item globalmente utilizado, não falta na lista de material escolar e todo mundo tem uma sem tampa em casa. Sim, estamos falando da CANETA.

John J. Loud em 1888 registrou a patente de uma ferramenta destinada a marcação de couros, que remete muito ao conceito de criação da caneta esferográfica. Em 1930, o jornalista László Bír inventou de fato a caneta esferográfica. Inspirado pelas máquinas de impressão de jornais, onde a tinta utilizada secava rapidamente, imaginou como seria utilizar essa tinta em uma caneta. Porém, a viscosidade dessa tinta não permitia fluidez.

Em 1945, as primeiras canetas esferográficas acessíveis foram produzidas por Marcel Bich e quatro anos depois foram lançadas comercialmente pela marca BIC – uma abreviação do seu sobrenome e que seria facilmente lembrado pelo público.

Fonte: BIC, 2010.

A caneta é composta por peças de plástico e metal, que passam por diferentes processos até que esteja pronta para uso. O corpo da caneta – tubo transparente; é feito de poliestireno, um tipo de plástico flexível com superfície brilhante e fácil de tingir. Esse material passa por processos de aquecimento e moldagem até ficarem com a forma desejada. A tampa é fabricada em outro tipo de plástico, o polipropileno, que é mais opaco e também mais flexível. O material passa por processos bem semelhantes ao do tubo, onde o plástico é aquecido e moldado. O tubo da carga também é feito de polipropileno e moldado por uma extrusora.

A tinta, geralmente é feita à base de óleo – por ser absorvido rapidamente pelo papel; ou de um solvente como o álcool – por evaporar rápido. Em sua composição encontramos também corantes, resinas e outros aditivos. Isso garante uma tinta viscosa, que não escorre do tubo, porém não muito grossa a ponto de entupir a carga. São injetados entre 0,5 e 1,5 ml de tinta. Em uma centrífuga todo o ar existente é removido. A ponta da caneta é feita em latão, o ar também é retirado dessa parte para criar um vácuo que ajude a tinta a fluir desse reservatório para a ponteira. A esfera é produzida de carboneto de tungstênio – que é um metal altamente resistente; e tem em média 1 mm de diâmetro.

Fonte: SUPERINTERESSANTE, 2017.

Uma curiosidade: Você já reparou que existe um furinho no corpo da caneta? Sabe para que ele serve? Pois bem, ele iguala a pressão atmosférica dentro e fora do tubo. A medida em que a tinta é consumida o ar preenche o espaço deixado, evitando um vácuo que puxaria a tinta para cima. Nas canetas que não possuem furo, a carga é selada e pressurizada, assim, conforme a tinta é gasta, o ar comprimido se expande para ocupar o espaço liberado.

Todo esse sistema – uma esfera no interior do bico de um tubo que gira percorrendo fluidamente pela superfície, coletando a tinta e depositando-a sobre o papel – parece simples, mas envolve muita tecnologia.

REFERÊNCIAS

WIKIPEDIA. Caneta Esferográfica. Acesso em jan. 2021.

ROPERO, C. Como a Caneta é Fabricada. Diário do Grande ABC. Junho. 2013. Acesso em jan. 2020.

RANGEL, N. Como Funciona Uma Caneta Esferográfica. Super Interessante. Junho. 2017. Acesso em jan. 2021.

HATSUMI, K. Como é Feita a Caneta Essferográfica: A Caneta Azul. Manual do Mundo. Novembro. 2019. Acesso em jan. 2021.