MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

Dia 11 de fevereiro é comemorado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, por isso, não poderíamos deixar de abordar sobre mulheres que fizeram história na Ciência e foram premiadas como forma de reconhecimento pelo seu excelente trabalho.

No ano de 2020, três brasileiras, sendo uma engenheira química, foram as vencedoras da terceira edição do Prêmio Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas. As professoras universitárias Ana Flávia Nogueira (Unicamp) e Paola de Azevedo Mello (Universidade Federal de Santa Maria), e a Engenheira Química Sonia Maria Cabral de Menezes (pesquisadora e consultora sênior da Petrobras) são as vencedoras.

O premiação é realizada pela American Chemical Society (ACS) e Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e tem como objetivo promover a igualdade de gênero na ciência, tecnologia, engenharia e matemática no Brasil, além de avançar na compreensão do impacto da diversidade na pesquisa científica e no campo da Química.

Pesquisadora Ana Flavia Nogueira

Ana Flavia, professora associada de química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, recebeu o prêmio na categoria Liderança na Academia por sua contribuição na pesquisa e desenvolvimento de novos materiais,  mais baratos e eficientes, na conversão de energia solar em energia elétrica. Estes materiais, como a perovskita, são mais baratos e eficientes quando comparados com as células solares que utilizam silício.

Fonte: http://cine.org.br/pesquisadora-do-cine-e-vencedora-de-premio-para-mulheres-da-acs-e-sbq-por-sua-trajetoria-de-pesquisa-em-tecnologias-emergentes-para-celulas-solares/

Para Ana Flavia, o momento é de reconhecer as mulheres na ciência, pois segundo ela, ainda estamos longe de alcançarmos a igualdade no meio acadêmico, mas a tendência é que a cada ano seja visto uma maior representatividade feminina em todos os setores da sociedade, uma vez que foco, inteligência e competência não faltam.

Ela também afirma que “este não é apenas um prêmio que recebo pela liderança na academia, mas sim para todas as jovens pesquisadoras, desde as alunas de iniciação científica, de pós-graduação e pós-doutorado que têm em seu sonho o desejo de ser uma cientista”. “E num momento tão difícil. A elas dedico esse prêmio. Digo que nosso caminho não é fácil, é difícil, tortuoso, denso, mas que com certeza vale muito a pena. Porque nós, mulheres, fazemos com muito amor, dedicação e competência”.

Pesquisadora Sonia Maria C. de Menezes

Sonia Menezes é engenheira química da Petrobras há mais de 45 anos na área de petróleo e recebeu o prêmio de Liderança na Indústria. Esta parte da premiação reconhece pesquisas e inovações criativas que contribuíram para o sucesso comercial e o bem da comunidade e sociedade.

Fonte: https://eventos.galoa.com.br/rasbq-2020/calendar/activity/2369

Na Petrobras, ela é consultora sênior e trabalha com áreas de refino, biotecnologia e meio ambiente, com destaque em espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (RMN). A RMN é hoje aplicada em todas as áreas de atuação da Petrobras, desde a exploração de petróleo até os processos de captura e transformação do CO2.

Para ela, a indústria do petróleo é uma área tradicionalmente masculina, principalmente em unidades de operação em plataformas e refinarias. No entanto, isso já vem mudando com o passar do tempo. A engenheira e pesquisadora afirma que há alguns anos atrás, quando se iniciou a produção no pós-sal, não havia alojamento para mulheres na plataforma., mas hoje já há  várias colegas trabalhando nas plataformas e em refinarias.

Além disso, ela também acredita que devemos proporcionar um estímulo maior a meninas estudantes a se tornarem cientistas, pois isto também auxilia na inserção de mais mulheres em todos os ambientes de trabalho.

Pesquisadora Paola de Azevedo Mello

Paola de Azevedo Mello ganhou o prêmio de líder emergente. Seu trabalho de pesquisa tem como principal objetivo o estudo da Química Analítica, utilizando o ultrassom e micro-ondas em processos industriais. Ela é orientadora de mestrado e doutorado nos programas de pós-graduação em Química e Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Fonte: https://www.ufsm.br/orgaos-de-apoio/sai/2020/10/13/professora-da-ufsm-recebe-premio-internacional-em-defesa-da-diversidade-na-pesquisa-cientifica/

A pesquisadora também afirma que “a pesquisa científica é feita de contribuições diversas e isso inclui a diversidade de gênero. O reconhecimento é fundamental para a motivação em prol da pesquisa científica de qualidade, inclusiva e de base para as demandas que a nossa sociedade tanto precisa”.

Professora do Instituto de Química da Unicamp, Nogueira ganhou o prêmio de liderança na academia, pela sua contribuição no impacto global e social na pesquisa. Seu trabalho de destaque foi na pesquisa e desenvolvimento de novos materiais e processos, mais baratos e eficientes para conversão de energia solar em elétrica.

Prêmios como este contribuem e incentivam para a igualdade de gêneros na ciência. Além disso, este prêmio internacional coincide com um momento histórico para as mulheres na ciência, onde pela primeira vez, duas pesquisadoras, a francesa Emmanuelle Charpenter e a americana Jennifer A, dividiram o Nobel de Química devido ao seu trabalho revolucionário na área de edição genética.

Sendo assim, pode-se perceber que as mulheres e meninas possuem um papel muito importante na Ciência, uma vez que muitos avanços científicos foram descobertos e desenvolvidos por mulheres.

REFERÊNCIAS

Prêmio Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas

Prêmio da ACS para mulheres brasileiras na Química e ciências relacionadas

Prêmios para as Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas

Prêmios para as Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas