EXTINTORES DE INCÊNDIO

A prevenção contra acidentes deve ser uma preocupação constante em vários tipos de empresas e/ou diferentes espaços, independente do local, porte ou segmento. Todo e qualquer lugar está sujeito a emergências como incêndios. E qual o primeiro sinal visível desse acontecimento? O fogo!

O fogo possui a capacidade de se alastrar rapidamente, passando de um material para o outro. Ele é resultante de uma reação química em cadeia, e para que esta reação ocorra são necessários:

  • Material oxidável (combustível);
  • Material oxidante (comburente);
  • Fonte de ignição (energia) e
  • Reação em cadeia.

O primeiro deles é o material oxidável (sólido, líquido ou gasoso), capaz de reagir com o comburente em uma reação de combustão. O comburente, por sua vez, é o material gasoso (em geral o oxigênio) que pode reagir com um combustível, produzindo assim a combustão.

A ignição é o agente que dá o início ao processo de combustão, ou seja, é a energia mínima inicial necessária introduzida na mistura combustível/comburente. E por último, tem-se a reação em cadeia, que é o processo de sustentabilidade da combustão, pela presença de radicais livres que são formados durante o processo de queima do combustível.

Figura 1: Calor + Comburente + Combustível = Reação Química
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/o-fogo-possui-estado-fisico.htm

A partir desse conhecimento é imprescindível compreender também que o seu controle deve ser feito adequadamente, para evitar grandes danos. Pensando nas particularidades de cada chama, em decorrência de sua causa, foram desenvolvidos tipos de extintores de incêndio adequados a cada uma delas. Conhecê-los é fundamental para saber qual usar em cada situação, minimizando os acidentes.

O primeiro extintor da história data de meados de 200 a.C., quando o matemático e engenheiro Ctesíbio de Alexandria inventou uma bomba manual capaz de fornecer água para um incêndio. Ao passar dos anos, um extintor de incêndio moderno foi inventado pelo capitão britânico George William Manby, por volta de 1813. Basicamente, o objeto consistia em um recipiente de cobre de 13,6 litros que contava com uma solução líquida misturada com cinzas peroladas (carbonato de potássio), de modo que o espaço restante do recipiente era preenchido com ar comprimido para expelir a substância de forma adequada.

Figura 2: George William Manby, o pai do extintor. Fonte: http://sanachama.com.br/blog/conhe%C3%A7a-um-pouco-da-hist%C3%B3ria-da-cria%C3%A7%C3%A3o-do-extintor-de-inc%C3%AAncdio

Em 1872, o inventor Thomas J. Martin aprimorou o extintor de incêndio anteriormente desenvolvido por George Manby. Apesar de existirem  pouquíssimos registros sobre a vida de Martin, a sua versão aperfeiçoada é frequentemente considerada como o primeiro uso prático do dispositivo por alguns historiadores, pois deu início ao uso de uma espuma química que é armazenada no cilindro e propelida por nitrogênio ou dióxido de carbono. Por sua vez, o extintor de incêndio de espuma química foi aprimorado por um russo chamado Aleksandr Loran em 1904.

No passado, os extintores à base de água também contavam com vestígios de outros produtos químicos para evitar que o extintor enferrujasse, mas agora os fabricantes evitam a corrosão ao revesti-los com plástico.

Os extintores usados atualmente podem ser encontrados com uma grande variedade de materiais usados na sua composição, o que faz cada um ser usado em um tipo específico de situação. Os principais envolvem a utilização de:

    1. ÁGUA: material que age por resfriamento; são utilizados em incêndios Classe A, ou seja, em materiais sólidos como madeira, tecidos, papel, borracha e plástico. Em hipótese alguma deve ser usado em líquidos, gases inflamáveis e em equipamentos elétricos;
    2. GÁS CARBÔNICO (CO2): material que age por abafamento, extinguindo o oxigênio do local, impossibilitando assim, que a reação do fogo aconteça. São indicados para incêndios classe B e C. E estes são exatamente os casos em que a água não surte efeito, que são para líquidos e gases inflamáveis e em equipamentos elétricos;
    3. PÓ QUÍMICO BC: São utilizados para as mesmas classes de incêndio (B e C) que o extintor de CO2. Mas ao invés de agir por abafamento, agem por meio de reações químicas do bicarbonato de sódio;
    4. PÓ QUÍMICO ABC: Este é o agente químico mais completo. Pode ser utilizado em qualquer classe de incêndio. Ele extingue o fogo através do abafamento por fosfato monoamônico;
    5. ESPUMA MECÂNICA: Combatem as classes de incêndio A e B. São muito utilizados em locais que possuem armazenagem de líquidos e gases inflamáveis. A espuma age por resfriamento e abafamento.

Figura 3: Tipos de Extintores e suas classes de incêndio
Fonte: https://www.escolaengenharia.com.br/tipos-de-extintores/

A descrição e classificação das classes de incêndio, tipos de extintores e outras informações acerca desse tema, são discutidos na Norma Regulamentadora (NR) 23 que fala sobre proteção e combate a incêndios. Ela visa determinar quais são as medidas de proteção e combate a incêndios a serem adotadas pelas empresas em todos os casos. Além disso, ela traz uma série de disposições que orientam o que deve ser feito para proteger os colaboradores e o patrimônio em caso de incêndio, o que torna esse assunto de extrema importância dentro e fora de qualquer organização e/ou espaço.

Diante disso, saber dessas informações demonstra o quanto é possível minimizar e/ou solucionar situações de perigo e acidentes graves. Além disso, buscar treinamento para saber usar os extintores de incêndio e conhecer os locais onde estão instalados esses materiais e outros equipamentos de proteção contra fogo dentro de uma organização, torna-se outro fator primordial que visa o mesmo propósito da NR 23.

REFERÊNCIA 

COMO FUNCIONAVAM OS PRIMEIROS EXTINTORES DE INCÊNDIO? 

Conheça um Pouco da História da Criação do Extintor de incêndio

SOUZA, Líria Alves de. “Classificação dos extintores de incêndio“; Brasil Escola. Acesso em 07 de abril de 2021.

GOLGATTI, Tahís. Tipos de Extintores de Incêndio: saiba a diferença das classes de incêndio, os agentes extintores utilizados e a aplicação correta. OFOS. Acesso em 07 de Abril de 2021.