Benefícios da energia limpa no consumo de energia global

Energia Limpa: o que é e quais as fontes? Atualmente cerca de 81,1% da matriz energética no mundo provém de recursos não renováveis, como por exemplo, petróleo e derivados, carvão mineral e gás natural. Para que isso seja reduzido vem-se utilizando cada vez mais fontes renováveis de energia, e dentro deste âmbito destaca-se as fontes de energia limpa. O termo energia limpa recebe este nome justamente por não emitir poluentes na atmosfera e gerar um mínimo impacto ambiental. 

Dentre os vários tipos de fontes de energia limpa temos a energia por paineis solares (utilizam placas fotovoltaicas para receber a luz solar e transformar em energia), energia eólica (grandes construções de metal que utilizam a força do vento para girar suas pás e transformar em energia por meio de um gerador), maremotriz (utiliza a alta e a baixa das marés para gerar energia por meio de uma turbina), geotérmica (utiliza o calor de camadas próximas ao magma da terra para transformar água em vapor, este vapor aciona as turbinas que geram energia) e de biomassa (utiliza a queima controlada ou a produção de energia a partir de processos de pirólise, gaseificação ou com combustão de material orgânico presente em um ecossistema).

Principais fontes de energia no Brasil e no mundo

Como dito anteriormente, infelizmente a grande maioria das fontes de energia no mundo são provenientes de recursos não renováveis, em sua maioria combustíveis fósseis. Porém, a busca pela utilização de fontes renováveis de energia tem se tornado cada vez mais maior, visto o tamanho do impacto ambiental que pode ser evitado ao adotar estes métodos.

No Brasil temos uma grande variedade de fontes de energia renováveis e não renováveis. Dentre as principais são a energia hidrelétrica, petróleo, carvão mineral e biocombustíveis, porém temos também a utilização, em menor escala, de outros tipos, como  o gás natural, energia eólica e nuclear. A maior parte de toda a energia produzida no Brasil, cerca de 70%, é advinda das hidrelétricas. Apesar de ser uma fonte de energia que não emite gases tóxicos ou resíduos, a energia hidrelétrica não é considerada energia limpa, visto que para implantar uma usina é necessário construir uma barragem que ocasiona na devastação do habitat de diversas espécies.

Implementar novas formas de adquirir energia elétrica são de suma importância para o desenvolvimento de um país, principalmente fontes renováveis, visto que isto traz visibilidade e investimento de outros países. Pode-se implementar novas formas de fontes de energia analisando a extensão do país e descobrindo pontos estratégicos onde seria possível realizar esta implementação, como por exemplo regiões onde há muito vento, da qual pode ser utilizada para a instalação de usinas eólicas.

Como a Energia Limpa Pode Agregar para o Desenvolvimento Sustentável do Planeta:

Em resposta às pressões sociais, políticas e institucionais, muitos países emergentes têm buscado desenvolver ou adquirir tecnologias de energia mais limpas, alinhando-se ao conceito de desenvolvimento sustentável. As informações gerais destacam e comprovam a necessidade de práticas sustentáveis no setor de energia, indo além dos aspectos econômicos e socioambientais. A relevância desse tema é evidente em um contexto global, onde os impactos ambientais podem ser significativamente reduzidos em comparação com os níveis atuais. Esses impactos ocorrem em todas as etapas, desde a extração das matérias-primas até o processo produtivo, incluindo a emissão de gases e os danos ao ambiente terrestre.

O desafio é aumentar a produção de energia enquanto se reduz a emissão de gases de efeito estufa. Toda produção de energia causa algum impacto ambiental, mas estes podem ser minimizados com planejamento integrado de recursos, promovendo sustentabilidade através de políticas e medidas econômicas.

Figura 1:  Evolução da oferta interna de energia no horizonte decenal.

Fonte: Plano Decenal de Produção de Energia (PDE 2024).

Destaca-se a redução da participação do petróleo e seus derivados na oferta interna total de energia, de 38% em 2015 para 35% em 2024. Apesar do incremento na produção de petróleo bruto, as perspectivas de substituição da gasolina por etanol e do óleo combustível por gás natural são os principais determinantes da diminuição da participação ilustrada na Figura acima.

Elkington (2012) destaca a importância de parcerias econômicas, sociais e ambientais para alcançar a sustentabilidade. No entanto, a implantação de tecnologias de energia renovável ainda enfrenta altos custos e a densidade limitada dos recursos disponíveis (como sol e vento). Apesar disso, tecnologias como a solar estão se tornando mais competitivas, com custos de módulos fotovoltaicos caindo significativamente. A previsão é que esses custos continuem a diminuir, atraindo mais consumidores e promovendo a independência energética.

Os investimentos variam conforme a localização, configuração, tamanho e tipo de sistema, mas países que adotam recursos energéticos de baixo custo e impacto ambiental ganham vantagens comparativas. A crescente demanda por energia, devido ao desenvolvimento econômico e social, requer alta segurança e sustentabilidade energética, apesar dos potenciais impactos ambientais negativos.

Atividades alternativas para a produção de energia limpa 

Tendo em vista que o consumo e consequentemente a geração de resíduos cresceram pelo mundo, o descarte correto como alternativa para agregar na cadeia produtiva tem sido vantajoso para diminuir as quantidades de resíduos descartados em aterros sanitários. Como é o caso dos dejetos provenientes do agronegócio brasileiro, cujo setor é um dos mais rentáveis para a economia nacional. Dentre esses dejetos podem ser citados os provenientes da avicultura, suinocultura e da indústria de laticínios, pois além de serem volumosos são gerados em altas quantidades e em muitos casos são descartados em áreas abertas gerando gases do efeito estufa.

Visando pela diminuição dos problemas ecológicos que podem ser gerados com a forma de descarte dos dejetos provenientes das atividades econômicas citadas acima, é notado que a mistura feita por cama de frango, dejeto de suíno e soro de leite, que são os dejetos provenientes das atividades citadas anteriormente, possuem potencial para a produção de biogás a partir do tratamento anaeróbio, tendo em vista que esta é uma das maneiras que permite o tratamento de três tipos de resíduos de maneira simultânea, pois cada tipo de resíduo exige um tipo de tratamento diferente.

Este tipo de tratamento consiste em um biodigestor o qual por meio de uma agitação permite que as bactérias produzidas pelo substrato sejam capazes de liberar o biogás presente no lodo, desde que as condições dos parâmetros da digestão anaeróbia estejam adequadas ao processo. Com o biogás produzido o mesmo pode ser convertido em energia elétrica, por exemplo, contribuindo para toda a cadeia produtiva nacional.

Além disso, pode-se destacar também que a partir deste tratamento pode-se obter dois produtos: o biogás proveniente da codigestão anaeróbia, e o adubo proveniente do substrato o qual é retirado do biodigestor após um determinado período. Desta maneira é possível contribuir para todo o setor produtivo de modo que seja minimizado o descarte de resíduos tendo em vista o seu proveito.

Na Universidade Estadual de Maringá existem várias linhas de pesquisas que utilizam diferentes resíduos para a produção de biogás, como é o caso do biodigestor apresentado anteriormente. 

Conclusão

Portanto, considerando que a energia limpa consiste na minimização do impacto ambiental para a produção de energia, e que os seus diferentes tipos podem contribuir para o desenvolvimento econômico dos países é notável a sua importância para o consumo e qualidade do meio ambiente do planeta, considerando também que alguns casos de resíduos podem contribuir para a produção de energia diminuindo assim para toda o setor produtivo e econômico do país e do mundo.   

Texto elaborado pela Equipe AIChE Maringá.

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